Elias Vaz leva "bronca" de Flávio Dino após receber "dama do tráfico" no Ministério da Justiça
Luciane Barbosa foi condenada por lavagem de dinheiro, associação para o tráfico e organização criminosa. O marido, "Tio Patinhas", está preso

O ex-deputado federal por Goiás e secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça (MJ), Elias Vaz, pediu desculpas por marcar uma reunião com a presença de Luciane Barbosa, esposa de Clemilson dos Santos Farias, conhecido como Tio Patinhas, traficante e líder do Comando Vermelho (CV) no Amazonas. Luciane é chamada de “Dama do Tráfico”.
Em nota, a assessoria do ministro Flávio Dino afirmou que ela integrava uma comitiva de pessoas e esteve no prédio sem que fosse identificada. “No dia 16 de março, a Secretaria de Assuntos Legislativos (SAL) atendeu solicitação de agenda da Anacrim (Associação Nacional da Advocacia Criminal), com a presença de várias advogadas”, diz o texto. Segundo o MJ, Luciane não foi a requerente da audiência, e sim uma entidade de advogados.
“Quero lamentar esse episódio. Se teve algum erro, esse erro foi da minha parte, de não ter feito uma verificação mais profunda das pessoas que vou receber, procedimento que provavelmente a gente deve adotar daqui em diante”, explicou Elias, em coletiva nesta segunda-feira (13). Além de ter se encontrado com Elias Vaz, ela se reuniu com o secretário Nacional de Políticas Penais, Rafael Velasco.
Luciane foi condenada por lavagem de dinheiro, associação para o tráfico e organização criminosa e responde em liberdade. Tio Patinhas cumpre sentença de 31 anos de prisão. Dino e Rafael Velasco não falaram sobre o caso diretamente com a imprensa e se pronunciaram por nota e pelas redes sociais.
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Bronca e explicação
De acordo com Vaz, após a repercussão do caso, o ministro da Justiça, Flávio Dino, lhe deu uma bronca, por telefone. “Ele (Dino) não ficou satisfeito. Sempre gentil como é, me chamou a atenção, disse que eu deveria tomar mais cuidado com as pessoas que recebo. Falo isso de forma pública. A partir de agora, tenho que tomar mais cautela”, disse o secretário.
Segundo Elias Vaz, inicialmente, uma reunião foi marcada pela ex-deputada estadual Janira Rocha (PSol) para receber mães que tiveram os filhos assassinados e lutam por justiça. No entanto, Luciane se juntou ao grupo e se apresentou como representante de uma organização que reivindica por melhorias no sistema prisional amazonense.
Diante disso, Elias Vaz teria entrado em contato com Rafael Velasco para que uma nova reunião fosse marcada com a área de Políticas Penais. O secretário de Assuntos Legislativos garantiu que não sabia sobre as relações de Luciene e que o assunto da reunião não teve relação com o grupo criminoso.
Com informações do Portal Metrópoles.

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