"É um tapa na cara do povo brasileiro”, diz Vanderlan sobre PEC da blindagem
Vanderlan Cardoso disse durante entrevista em uma rádio, que acha "uma vergonha" a passagem da Lei.

O senador Vanderlan Cardoso (PSD) se posicionou contra a aprovação da chamada PEC da Blindagem, também conhecida como PEC das Prerrogativas. A proposta concede ao Congresso o poder de autorizar ou barrar processos criminais no Supremo Tribunal Federal (STF) contra deputados e senadores, exigindo licença prévia do Legislativo para que uma investigação ou ação penal prossiga. A Câmara dos Deputados aprovou a proposta nesta terça-feira (16).
A medida gerou críticas de parlamentares e especialistas, que apontam risco de proteção indevida a parlamentares acusados de crimes. Vanderlan Cardoso disse durante entrevista em uma rádio, que acha "uma vergonha" a passagem da Lei. "Estamos vivendo um momento de apuração sobre quem desviou emendas, quem trabalhou durante a pandemia desviando dinheiro, muito recurso, e de repente vem um projeto como esse. Quem desviou dinheiro de emendas, pode cometer o que for, isso é uma carta branca. O parlamentar pode fazer o que quiser, falar o que quiser, e para ser investigado precisa que o Congresso autorize”, afirmou Vanderlan.
Nas redes sociais, Vanderlan classificou a PEC como “um escândalo e um tapa na cara do povo brasileiro”. Segundo ele, a proposta transforma o Congresso em um escudo para proteger quem comete crimes, dificultando investigações e abrindo caminho para a impunidade.
“Não importa se é vereador, prefeito, deputado, governador, senador ou até presidente da República: se cometeu crime, tem que responder na Justiça. A lei tem que valer para todos. Sem privilégios. Sem exceções. Quem tem mandato não pode ser blindado, tem que ser cobrado em dobro”, escreveu Vanderlan na legenda da publicação.
A PEC da Blindagem ainda precisa ser analisada pelo Senado Federal. Caso seja aprovada em dois turnos e sancionada, passará a integrar a Constituição, alterando a forma como parlamentares podem ser processados pelo STF e gerando debate sobre limites de prerrogativa e transparência na política brasileira.

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