“Dono” da maior fatia do fundo eleitoral, Major “usa” fuzil para explicar “bolada”
O candidato do PL tem R$ 7 milhões em dinheiro público para gastar durante a campanha, enquanto todos os seus adversários somados receberam pouco mais de R$ 5 milhões

O deputado federal Major Vitor Hugo (PL) que votou contra o “Fundão Eleitoral” de R$ 5,7 bilhão é o candidato ao Governo do Estado que recebeu a maior fatia do dinheiro público entre os postulantes que disputam o comando do Palácio das Esmeraldas, R$ 7 milhões.
Só para se ter ideia, se somados todos os recursos recebidos pelos candidatos ao Governo, os valores chegam a pouco mais de R$ 5 milhões, ou seja, cerca de R$ 2 milhões a menos que o recebido pelo candidato liberal.
“Sou contra o fundo eleitoral, o aumento do fundo e votei contra de maneira coerente, mas enquanto o PT tiver usando, o governador, que na minha opinião faz um péssimo trabalho, tiver usando e os demais candidatos que defendem pauta de esquerda estiverem usando, eu vou usar. Caso contrário vou deixar de defender a minha família, meus ideais e vou entrar numa luta de desigualdade”, pontuou o Major durante entrevista ao Jornal da Anhanguera primeira edição.
O candidato ainda fez uma referência às armas ao tentar defender a “bolada” que recebeu.
“Fui do exército por 21 anos e, particularmente, sou contra as guerras. Agora vamos colocar alguém que é contra o uso de fuzil nas guerras, acha que todos deveriam usar pistola, mas aí chega o momento em que você tem que defender sua família, sua propriedade, sua Pátria e os inimigos estão usando fuzil. Você vai deixar de usar fuzil e expor sua família, sua Pátria e seus ideais? Ou se seus inimigos utilizarem fuzil você também vai utilizá-lo?".
Durante a conversa, Major Vitor Hugo também defendeu seu plano de governo e reforçou que durante a pandemia propôs ao presidente Jair Bolsonaro o valor de R$ 600 para o Auxílio Emergencial.
O candidato também lembrou que é apoiado pelo presidente, é de direita e contra todas as pautas da esquerda, como ideologia de gênero, aborto e a liberação das drogas.

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