Disputa por controle de "novo partido" encerra de vez possibilidade de fusão entre PSDB e Podemos
O presidente do Podemos em Goiás, deputado federal Glaustin da Fokus desmentiu afirmações anteriores de Marconi Perillo, líder tucano, sobre o avanço das negociações

A fusão entre o PSDB e o Podemos, que parecia promissora nas fases iniciais, enfrenta agora um fim prematuro. Recentemente, sinais emitidos por ambas as legendas já indicavam que a aliança, antes recebida com entusiasmo, não prosperaria. Entre os principais motivos para o fracasso, destaca-se a disputa pelo controle do novo partido.
O presidente do Podemos em Goiás, deputado federal Glaustin da Fokus, confirmou que a fusão dificilmente se concretizaria. Ele desmentiu afirmações anteriores de Marconi Perillo, líder tucano, sobre o avanço das negociações:
“Marconi Perillo sempre disse que a fusão já estava completamente organizada, e eu sempre disse que não, que não tem nada organizado”, afirmou Glaustin. Sua declaração reforça a ideia de que a fusão estava longe de ser uma realidade.
Mesmo sendo dirigente estadual, Glaustin posicionou-se consistentemente contra a fusão. Contudo, suas afirmações poderiam ser vistas mais como uma análise do que como um fato consumado. Na última quinta-feira (12), uma fonte proeminente do Podemos em São Paulo revelou que a presidente nacional Renata Abreu teria confirmado que a fusão não ocorreria, sugerindo discordâncias internas.
A briga pelo controle da nova sigla derivada da fusão foi um fator decisivo. Embora o PSDB fosse numericamente inferior (com 13 deputados federais contra 15 do Podemos e com três senadores contra quatro do Podemos), os tucanos, liderados por Marconi Perillo, sugeriram uma governança alternada. A proposta foi de um modelo de governança 60×40 a favor do PSDB, enquanto o Podemos insistiu em uma divisão de 55×45.
Na convenção tucana de 5 de junho, Marconi Perillo parecia resignado. O próprio mencionou que o evento era para autorizar fusão, federação ou incorporação, sem uma conclusão firme com qualquer partido. Parecia mais um leilão sem interessados.
Além disso, diálogos com o Republicanos foram relatados, mas, conforme noticiado pela Folha de S. Paulo, tais conversas não resultaram em avanços concretos. "Vamos buscar novas alternativas", afirmou o deputado Aécio Neves.
Uma liderança do Republicanos em Goiás, próxima do presidente Marcos Pereira, confirmou que as conversas não progrediram nos últimos 60 dias: “Hoje a conversa para uma aliança é zero. Não tem mais isso”.

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