"Diretores estão roubando dinheiro das escolas para jogar no tigrinho", afima Secretária de Educação de Goiás; vídeo
Fátima Gavioli diz que profissionais usaram dinheiro de reformas e alimentação em jogos eletrônicos

O que deveria ser destinado ao prato dos alunos e à manutenção das salas de aula está sendo perdido em plataformas de apostas online. Foi o que revelou a Secretária Estadual de Educação de Goiás, Fátima Gavioli. Durante entrevista ao podcast Folha Metropolitana, Fátima denunciou um esquema criminoso dentro de algumas unidades escolares da rede estadual: diretores estariam desviando recursos da merenda e de reformas para o famigerado "Jogo do Tigrinho".
O "Lucro" que virou prejuízo público
O desvio atinge diretamente a base do sistema educacional, uma vez que os recursos são oriundos de verbas destinadas à alimentação dos estudantes e a melhorias estruturais urgentes nos prédios das escolas.
A secretária não poupou palavras ao descrever a gravidade da situação, classificando a ação como furto. Ela destacou que o vício em jogos de azar tem ultrapassado a esfera privada e se tornado um problema de gestão pública, onde a ética e o compromisso com os alunos foram deixados de lado pela ilusão do ganho fácil.
Consequências: Exoneração e Cadeia
A cúpula da Secretaria de Educação (Seduc) já iniciou os trâmites para punir os envolvidos. Gavioli afirmou que a tolerância será zero:
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Afastamento Imediato: Servidores identificados passarão por processo administrativo com foco na exoneração.
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Implicações Criminais: Os casos serão encaminhados à Polícia Civil e ao Ministério Público, podendo resultar em prisões por peculato e desvio de verba pública.
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Danos Irreparáveis: Apesar das punições, a secretária lamentou que o dano causado à comunidade escolar é imenso e que o ressarcimento integral dos valores furtados é incerto e difícil.
O escândalo acende um sinal de alerta sobre o controle dos Conselhos Escolares e a necessidade de auditorias mais rígidas. O "Jogo do Tigrinho", que já é alvo de diversas operações policiais no Brasil devido à falta de regulamentação e prejuízos financeiros aos usuários, agora entra no radar da educação goiana como um vetor de corrupção e desmonte de políticas públicas.

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