Deu no Estadão: Caiado está “matando” a Orquestra Filarmônica de Goiás
Músicos reclamam do descaso com o setor cultural ainda reduziu o salários dos profissionais tornando o pior remuneração do país.

Uma reportagem publicada na última sexta-feira (06) pelo site do Jornal O Estadão abre uma “janela” nacional para mostrar o desprezo com o que o Governo Ronaldo Caiado (União) tem “tocado” a cultura em Goiás.
Músicos declaram ao jornalista João Luiz Sampaio que a Filarmônica de Goiás está morrendo por falta de investimento.
“Músicos tem deixado o grupo por conta dos baixos salários, motivo pelo qual também não tem sido fácil preencher vagas abertas. O valor pago é muito menor do que o praticado em outras cidades do país”, diz trecho da reportagem.
Ainda segundo a publicação, depois de uma movimentação do meio musical, o governo estadual, chefiado pelo governador Ronaldo Caiado recontratou os músicos.
Porém, ofereceu a eles um salário 30% menor do que antes.
Um chefe de naipe que ganhava R$ 4.900 em 2018 agora recebe R$ 3.800; músicos de fila, por sua vez, tiveram o salário reduzido de R$ 4.400 para R$ 3.610.
Algumas comparações
Um chefe de naipe na Osesp ganha R$ 18.291,90; na Filarmônica de Minas Gerais, R$ 12.276,38; na Sinfônica de Porto Alegre, R$ R$ 11.527.48; na Orquestra Sinfônica da Bahia, R$ 9.615,90; na Amazonas Filarmônica, R$ 7.940.
No caso de um músico de fila, os valores são R$ 3.610 (Goiás), R$ 14.901.70 (Osesp), R$ 10.145,91 (Minas), R$ 8.402,13 (Porto Alegre), R$ 7.710,45 (Bahia) e R$ 7.709,64 (Amazonas).
O salário de um músico profissional em Goiás só é maior do que o valor da bolsa concedida a alunos da Academia da Osesp ou da Orquestra Jovem do Estado: R$ 3.800 contra R$ 2.055 (mais vale-refeição) e R$ 2 mil (valor do edital de 2020), respectivamente.
O salário de um músico pronssional em Junds subolsa concedida a alunos da Academia da Osesp ou da Orquestra Jovem do Estado: R$ 3.800 contra R$ 2.055 (mais vale-refeição) e R$ 2 mil (valor do edital de 2020), respectivamente.
Independentemente da comparação com outros grupos, ainda que ela seja bastante representativa, a redução de 30% no salário dos músicos em Goiás, vale lembrar, se dá em um contexto de aumento da inflação, o que torna a defasagem ainda maior. E que os músicos não recebem valores para manutenção dos instrumentos, como acontece em alguns outros grupos.

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