Deputados do PL quase saem na mão durante bate-boca na tribuna da Alego; veja vídeo
A confusão começou após Major Araújo defender o senador Wilder Morais, que vem sendo criticado por Amauri Ribeiro após se ausentar de uma votação contra um indicado de Lula ao STF

O plenário da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) virou um verdadeiro ringue na manhã desta quinta-feira (7). O que deveria ser uma sessão ordinária terminou em ameaça de morte, xingamentos de baixo calão e a intervenção da Polícia Legislativa. Os protagonistas do barraco foram os deputados Major Araújo e Amauri Ribeiro, ambos do PL, que levaram o clima de "fogo amigo" às últimas consequências. Veja vídeo no final da reportagem
O clima, que já estava tenso desde ontem, explodiu quando os parlamentares ficaram frente a frente. Em um vídeo que circula nos bastidores, o nível da discussão baixou drasticamente. Após Amauri Ribeiro gritar: “Não deixa eu por a mão em você não”, Major Araújo retrucou com uma ameaça pesada e direta: “Se encostar em mim, amanhã amanhece morto”.
Diante do risco iminente de agressão física, o presidente da Casa, Bruno Peixoto (UB), não teve outra saída: encerrou a sessão com apenas 30 minutos de duração e acionou a segurança para escoltar os dois brigões para fora do plenário Iris Rezende.
A confusão
A briga começou na tribuna. Major Araújo subiu o tom para defender o senador Wilder Morais (PL), que vem sendo criticado por Amauri após se ausentar de uma votação contra um indicado de Lula ao STF, Jorge Messias. Araújo não economizou nos insultos.
Chamou Amauri de “Direita Trans” e “Joice Hasselmann do PL”, sugerindo que o colega é um traidor dentro da própria direita.
Acusou Amauri de usar cargos no governo estadual para beneficiar familiares, ligando-o diretamente ao "Caiadismo".
Amauri Ribeiro, que cancelou agendas no interior só para o "acerto de contas" presencial, rebateu chamando o Major de “soldadinho de brinquedo” e “canalha”. Ele afirmou que Araújo está agindo como "porta-voz" de interesses escusos e que a questão com o senador Wilder já estava resolvida.
O episódio expõe uma ferida aberta no Partido Liberal em Goiás. Enquanto a sigla tenta se organizar para as próximas eleições, seus dois nomes mais barulhentos trocam ameaças de morte e ofensas pessoais em público, paralisando os trabalhos do Poder Legislativo e deixando os eleitores atônitos com o nível do debate.

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