Deputados aprovam reajuste salarial para servidores e impacto na folha deve atingir R$ 1 bilhão
Índice de “aumento” não está nem perto do que foi pedido pelos servidores, de 25,53%, referente à recomposição salarial relativo à inflação dos anos do governo Caiado

O plenário da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovou, em votação definitiva, a recomposição salarial (data-base), de 10.16%, dos servidores ativos e inativos do Estado, referente à inflação de 2021, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), em sessão nessa quinta-feira (17).
Os funcionários públicos aceitaram a proposta do Governo no último dia 8, após reunião na antiga sede da Assembleia Legislativa (Alego), onde representantes das categorias discutiram a proposta.
Apesar de terem aceitado reajuste de 10,16%, índice que não está nem perto do que foi solicitado pelos servidores, 25,53%, que seria referente à recomposição salarial relativo à inflação dos anos do governo Caiado, o presidente do Sinpol Goiás, Paulo Sérgio Alves de Araújo, declarou que a decisão foi frustrante, mas prudente para o momento.
“Não chega nem perto dos 25,53% anteriormente exigidos e que correspondem aos 4 anos sem recomposição salarial com uma inflação que engoliu nossos rendimentos”, desabafou Paulo Sérgio.
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O próprio governador Ronaldo Caiado (União Brasil) chegou a declarar que os servidores do Estado não recebiam a data-base (recomposição salarial) desde o ano de 2016. No entanto, ainda assim, quando encaminhou a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2022 o pagamento do reajuste não estava previsto, o que levantou o “alerta” e, ainda em 2021, os funcionários passaram a “perseguir” o governador e fazer protestos exigindo o direito.
Caiado argumentou que 10,16% era o índice mais alto que poderia chegar, já que devido à adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) o Estado é impedido de arcar com reajuste maior do que a inflação do último ano.
Cerca de 81 mil funcionários públicos, ativos e inativos, serão beneficiados com o reajuste. O impacto do reajuste aos cofres públicos, ainda em 2022, já que o “aumento” deve constar na folha de pagamento referente a março, será de R$ 787 milhões. Para 2023, a previsão sobe para de R$ 944,5 milhões.
O projeto segue para sanção de Caiado, em seguida, o reajuste estará autorizado pelo Governo.

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