Deputado, vereadores, padres e pastores participam de festa com deputado envolvido escândalo sexual
Evento ocorreu dez meses após as graves acusações de envolvimento sexual com um adolescente de 13 anos

Apesar de ser alvo de uma grave investigação policial por suposto envolvimento sexual com um adolescente, o deputado federal Professor Alcides (PL) celebrou seu aniversário de 72 anos em um evento que reuniu um forte apoio político e religioso. A comemoração, realizada cerca de dez meses após o escândalo ganhar repercussão nacional, contou com a presença de pastores, do Padre Rafael Oliveira da Silva, e de importantes lideranças do PSDB e do PL, evidenciando um cenário de blindagem política para o parlamentar.
O aniversário, descrito como um encontro de "simplicidade, marcada por oração, bolo, fotos e rodas de conversa", reuniu nomes de peso, ignorando o turbulento passado recente do deputado.
Do lado do PSDB, estiveram presentes o deputado estadual José Machado e Charles Antônio, presidente do partido em Aparecida. A presença de tucanos é um sinal claro da possível filiação de Alcides ao partido, que tem o ex-governador Marconi Perillo como pré-candidato ao Governo de Goiás.
O PL, partido de Alcides e do senador Wilder Morais (presidente estadual), também marcou presença. Vereadores por Aparecida – Gleison Flávio, Wegney Costa, Olair Silva e Edinho Carvalho – completaram a lista de apoio municipal.
Investigação e defesa
O noticiário que colocou Alcides no centro de um escândalo nacional veio à tona em dezembro de 2024. A investigação apura o suposto envolvimento sexual do deputado com um adolescente que, à época dos fatos (2021), tinha 13 anos.
A denúncia, feita pela mãe do garoto, relatou que o parlamentar teria atraído o jovem com a promessa de uma vaga em um time de futebol. O caso escalou quando seguranças ligados a Alcides se tornaram suspeitos de roubar o celular do adolescente em uma tentativa de apagar provas da relação, incluindo um vídeo do deputado nu que circulou entre congressistas.
Em sua defesa, o deputado negou veementemente as acusações, classificando-as como "manobra política" e "narrativa desonesta". Na época, ele aproveitou para se declarar homossexual, alegando ser vítima de homofobia e perseguição política.
Apesar de ter sido convidado a se retirar do PL no auge do escândalo, Professor Alcides segue filiado ao partido e continua ativo no cenário político goiano, como demonstra a celebração de seu aniversário.

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