Deputado pastor detona escolha de Flávio Bolsonaro para presidente; veja vídeo
Otoni, que é pastor e figura conhecida entre parlamentares conservadores, classificou a declaração como um gesto de personalismo político e acusou a família Bolsonaro de atuar por seus próprios interesses

Em um discurso inflamado divulgado nas redes sociais, o deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) fez duras críticas ao anúncio de Jair Bolsonaro de que seu filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seria “a solução do Brasil”. Otoni, que é pastor e figura conhecida entre parlamentares conservadores, classificou a declaração como um gesto de personalismo político e acusou a família Bolsonaro de atuar em defesa de seus próprios interesses.
Otoni reagiu diretamente à fala do ex-presidente, afirmando que a indicação do senador para liderar um eventual projeto nacional seria “uma afronta” à base conservadora. “A solução do Brasil é Flávio Bolsonaro, então? Nós esperamos todo esse tempo, na arquibancada, para Jair Messias Bolsonaro falar que ‘a única solução para o Brasil é o meu menino, o meu filho’”, declarou.
O deputado retomou episódios envolvendo o senador, mencionando o escândalo de c*rrupção no Rio de Janeiro e a condução da CPI da Lava Toga, que, segundo ele, foi “enterrada” por Flávio. “Se nós estamos vivendo esse inf*rno que nós estamos vivendo no STF, a culpa é do senhor Flávio Bolsonaro”, disse.
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Críticas internas e acusações de “dinastia”
Ao longo do discurso, Otoni afirmou que, para a família do ex-presidente, “ninguém presta” caso não seja submisso ao clã. Ele citou Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, além de Michelle Bolsonaro, André Fernandes e Nicolas Ferreira, figuras influentes no campo conservador.
“Tem que apoiar como se fosse uma dinastia real, como se eles fossem enviados por Deus para nos abençoar”, ironizou. O deputado também insinuou falta de coragem do grupo próximo ao ex-presidente: “Nem testosterona vocês têm, falta coragem. O conservadorismo não aceita mol*que.”
Otoni acusou Bolsonaro de chamar de “malucos” aqueles que permaneceram nas portas de quartéis após as eleições de 2022. “Vocês querem que a gente acredite que a solução do Brasil está com vocês? Pelo amor de Deus!”, disparou.
Eleições e disputa na direita
Para o deputado, a movimentação em torno de Flávio Bolsonaro teria como objetivo preservar o protagonismo da família, mesmo que isso custe uma eventual derrota para Lula em 2026. “Tarcísio, se fosse presidente, seria por oito anos. A dinastia Bolsonaro iria acabar. Então dane-se se perderem para Lula de novo, porque a chama da polarização continuaria”, afirmou.
Ele concluiu dizendo que não pretende aguardar até 2030 para uma eventual nova candidatura de um Bolsonaro. “Ou a direita se levanta, ou o conservadorismo se levanta, ou essa família vai afundar o Brasil”, finalizou.

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