Deputado do PL afirma que "voto de Fux" para inocentar Bolsonaro foi medo das sanções dos EUA
Para o José Medeiros, essas contradições são frutos do “medo de Fux” diante da possibilidade de ser retaliado sob a Lei Magnitsky, que permite punir pessoas por violações de direitos humanos

Em um contexto político turbulento, o deputado federal José Medeiros (PL) levantou questões polêmicas sobre o voto do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). O voto de Fux declarou a inocência do ex-presidente Jair Bolsonaro no julgamento da chamada trama golpista, o que Medeiros interpretou como uma tentativa do ministro de evitar sanções do governo dos Estados Unidos.
Especialistas têm criticado o voto de Fux, destacando contradições em relação a decisões anteriores do próprio ministro. Para Medeiros, essas contradições são frutos do “medo de Fux” diante da possibilidade de ser retaliado sob a Lei Magnitsky, que permite punir pessoas por violações de direitos humanos. Em entrevista à TV Vila Real nesta quinta-feira (11), ele afirmou:
“Fux não quer ser sancionado. O caminho estava errado… Ele se rendeu à lógica e ao entendimento de que é melhor fazer o caminho certo da lei do que embarcar numa narrativa que vai prejudicá-lo.”
Um Voto que "Animou" os Bolsonaristas
Medeiros observou que, apesar das controvérsias, o voto de Fux acabou por "animar" os bolsonaristas.
“Ontem ele deu um voto extremamente técnico”, disse Medeiros, aludindo à dualidade do discurso no tribunal.
Conclusão do Julgamento e Consequências
O clima de incerteza aumentou após a Primeira Turma do STF ter concluído, nesta mesma quinta-feira, o julgamento da ação sobre a trama golpista. Por 4 votos a 1, os ministros condenaram Jair Bolsonaro e mais sete aliados por diversos crimes, incluindo organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado. A maioria dos réus recebeu penas superiores a 20 anos de prisão em regime fechado.
Embora as condenações tenham sido definidas, Bolsonaro e seus aliados não serão presos imediatamente. Eles têm à disposição a opção de recorrer da decisão, e somente após a rejeição de eventuais recursos as prisões poderão ser efetivadas. Este cenário continua alimentando as tensões políticas brasileiras, enquanto os desdobramentos da sentença permanecem incertos.

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