Deputado diz ter demitido servidor e avisado delegado após saber de doação de suposto piso furtado
Ricardo Quirino explica que teve seu nome envolvido e prestou esclarecimentos e avisou Alexandre Bruno de que não fez doação à Delegacia do Idoso,

Em conversa com G5News, deputado estadual Ricardo Quirino (Republicanos) explica o envolvimento do seu nome no caso do “golpe dos pisos” doados à Delegacia do Idoso, comandada pelo delegado Alexandre Bruno, em seu nome pelo então servidor de seu gabinete Fabrício Gonçalves Cavalcante Barros, acusado de usar franquia do Feirão do Porcelanato para aplicar golpes em clientes e fornecedores.
Fabrício é casado com a sobrinha do delegado Alexandre Bruno, Isabela Barros de Carvalho Cavalcante.
Segundo o deputado, ele não conhecia o delegado até fazer um convite para o investigador ser homenageado numa solenidade na Assembleia Legislativa (Alego), onde o assunto era “idoso”.
O parlamentar explica que durante o discurso, Alexandre falou sobre a doação dos pisos por parte do deputado e que, inclusive, Alexandre teria dito que a doação teria sido feita por recursos próprios, assim ele [deputado] sobre a “tal” doação e foi pego de surpresa.
Quirino disse que a intenção era no final da sessão esclarecer com o delegado que não tinha feito doação nenhuma, nem com recursos públicos e nem com recursos privados, mas que o delegado foi embora enquanto ele atendia outras pessoas e não foi possível falar sobre o assunto.
“Eu nem conhecia o Dr. Alexandre, eu tinha conversas com o delegado do idoso antes dele, então minha ligação era com a Delegacia do Idoso e nem sabia que o Fabrício era parente do delegado, só soube depois dessa confusão toda. O que acontece, a gente tem uma sessão solene com assunto do “idoso” e eu convidei o Dr. Alexandre Bruno como delegado do idoso. Fui uma vez só na delegacia e passei a gostar muito dele depois que conheci. O Dr. Alexandre, durante o discurso, fala sobre isso, que a delegacia recebeu uns pisos, que tinham sido doados por mim e que seriam com recursos próprios. A intenção era esclarecer com ele no fim da sessão, mas enquanto eu estava atendendo outras pessoas ele foi embora e na minha cabeça estava tudo tranquilo”, explicou o deputado.
Quirino relata que só teve ciência da confusão depois que o empresário Tiago do Piso o procurou para falar que ele [deputado] tinha doado um piso que o Fabrício não tinha pago, quando se dirigiu à delegacia do idoso e esclareceu os fatos com o delegado Alexandre Bruno.
Leia mais sobre o assunto e entenda o caso: Delegado e deputado suspeitos de “trama” que envolve furtos de pisos e golpe de R$ 2 milhões
Por fim, o deputado diz que não tem como controlar o que servidor faz fora do gabinete e que o que quer que seja não é problema dele. Mas que depois desses fatos, já que seu nome foi envolvido, devolveu Fabrício para o órgão de origem dele e tirou de seu gabinete.
“Eu não vou controlar a vida de servidor, o que ele faz fora do gabinete. Se ele compra numa loja e não paga, se ta devendo, não é problema meu. Mas como esse rapaz vê que trabalha no gabinete de um deputado, ele está tentando me envolver numa situação que eu não tenho nada a ver com a história. Depois dessa confusão, como o Fabrício era apenas lotado e não nomeado no meu gabinete, devolvi ao órgão de origem e fui voluntariamente à Delegacia do Idoso prestar depoimento”, concluiu o deputado.

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