Deputado acusado de negociar armas para o CV é preso em condomínio de luxo
MDB informou que, após a operação, decidiu expulsar TH Joias, uma vez que, além de ser alvo das autoridades por vários crimes, o parlamentar "já não seguia a orientação partidária na Alerj"

O deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, do MDB, e seu assessor parlamentar foram presos, na manhã dessa terça-feira (02), acusados por uma série de crimes no exercício do cargo, inclusive associação à facção criminosa Comando Vermelho.
TH Joias foi preso em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, área nobre do Rio. O parlamentar é suspeito de tráfico de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro e negociar armas para o CV.
Prisão foi autorizada pelo Tribunal de Justiça do Rio. No total, o deputado é alvo de duas operações que ocorrem simultaneamente na manhã de hoje: uma delas deflagrada pela Justiça Federal e operada pela Polícia Federal; a outra é conduzida pelo Ministério Público do Rio e pela Polícia Civil fluminense.
Outras duas pessoas ligadas ao parlamentar também foram presas: O assessor parlamentar dele, Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu; e o traficante Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, e liderança do CV nas comunidades do Rio.
Posicionamento do MDB
MDB disse que vai expulsar TH Joias do partido. Por meio de nota, a legenda informou que, após a operação, decidiu expulsar o deputado, uma vez que, além de ser alvo das autoridades por vários crimes, o parlamentar "já não seguia a orientação partidária em seus posicionamentos e votações na Alerj, [por isso] não fará mais parte dos nossos quadros".
Cono funcionava o esquema
Ministério Público do Rio afirma que TH Joias usou o cargo de deputado para beneficiar o tráfico. De acordo com a promotoria, o emedebista nomeou comparsas para cargos na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) e atuou diretamente como intermediário na compra e venda de drogas, armas de fogo e aparelhos antidrones a serem usados pelo tráfico, além de ter realizado pagamentos a integrantes do Comando Vermelho. Os criminosos agiam nos complexos da Maré e do Alemão, e na comunidade Parada de Lucas.
Além do deputado, pelo menos outras quatro pessoas também foram denunciadas pelo MPRJ. Um dos suspeitos é apontado como uma das lideranças do CV, responsável pelo controle financeiro da facção. Um terceiro denunciado atuava como tesoureiro do grupo.

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