Deputada detona Erika Hilton no comando da Comissão da Mulher: “nunca menstruou”
A deputada Clarissa Tércio criticou a escolha e afirmou que não se sente representada pela parlamentar do PSOL.

A eleição da deputada Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher gerou reação de parlamentares durante a instalação do colegiado nesta quarta-feira (11). A deputada Clarissa Tércio criticou a escolha e afirmou que não se sente representada pela parlamentar do PSOL.
Durante a votação, Clarissa disse que a comissão deveria ser presidida por alguém que, segundo ela, vivencie experiências relacionadas à saúde feminina. Em discurso, a deputada afirmou que não poderia ser representada por “uma pessoa que não entende o que as mulheres passam”.
“Como que a gente vai colocar uma pessoa que nunca gerou, que nunca amamentou, que nunca menstruou, que não sabe o que é saúde da mulher, para representar o que as mulheres brasileiras pensam?”, disse a parlamentar.
Ainda no pronunciamento, Clarissa também criticou mulheres que apoiaram a eleição de Erika Hilton e afirmou que isso representaria perda de espaço para mulheres.
Eleição da comissão
A Erika Hilton foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher com 11 votos. A deputada está em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados do Brasil e se tornou, em 2022, a primeira mulher negra trans eleita para a Câmara.
Após a eleição, a parlamentar afirmou que pretende priorizar projetos voltados à proteção de mulheres e meninas e ao combate à violência, inclusive nas redes sociais.
Entre os temas citados por ela estão o enfrentamento a discursos conhecidos como “red pill”, a regulação de conteúdos digitais e o combate a práticas como o uso de inteligência artificial para produção de imagens íntimas falsas, conhecidas como deepnudes.
“É preciso que a Comissão da Mulher tenha como prioridade a defesa de mulheres e meninas. Também teremos como foco o aumento da violência nas redes sociais”, afirmou.
A deputada também disse que sua eleição representa um avanço na representatividade dentro do colegiado.
“Mulheres trans também podem representar o conjunto de mulheres. A minha gestão tratará de todas as mulheres. Será uma presidência democrática e plural”, declarou.

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