Denúncia aponta gasto irregular de R$ 36 milhões e Wilder Morais pode “cair”
Além de Wilder, também são investigados o 1° e 2° suplente da chapa, Izaura Cristina Cardoso e Hélio Araújo Pereira.

O senador eleito Wilder Morais (PL) é alvo de uma ação do Progressistas que aponta irregularidades em gastos e doações durante campanha eleitoral. O processo aponta que o então candidato teria gasto cerca de R$ 36 milhões de forma irregular, o que pode caracterizar abuso de poder econômico.
Além de Wilder, também são investigados o 1° e 2° suplente da chapa, Izaura Cristina Cardoso e Hélio Araújo Pereira.
Se a Justiça acatar o pedido, a chapa do senado pode cair e eleição suplementar pode acontecer.
Dentre as irregularidades encontradas estão a contratação de imóvel utilizado como comitê político do partido, localizado em frente a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
Segundo o relatório, o imóvel teve subfaturamento, contratado por R$ 17 mil tendo o valor original de R$ 60 mil.
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Além disso, também ficou constatado o uso do helicóptero para viagens em campanhas, onde o valor utilizado não foi detalhado pela equipe do senador. Ao todo, as despesas irregulares ultrapassam R$ 36 milhões e apontam um possível “caixa 2”.
Alvo de investigação
Esta não é a primeira vez que o senador Wilder é alvo de investigação. Em outubro do ano passado, a Federação PSDB-Cidadania em Goiás, solicitou que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO) investigasse a campanha do político.
A denúncia era de que o candidato estava abusando do poder econômico no período eleitoral.
Em nota, a assessoria do senador afirma que a prestação de contas foi avaliada e aprovada pela justiça eleitoral.
Confira:
“As manifestações contrárias dos candidatos que não obtiveram o número de votos necessário para se elegerem é uma tentativa de cercear o direito de 799.022 eleitores que fizeram a sua escolha democrática. Esse comportamento da velha política é repreensível e está em desacordo com as expectativas das pessoas acerca dos seus representantes”, pontua.

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