Delegado é contra pena de morte e diz: "Bolsonaro e Lula estariam mortos"; assista
Para o polêmico Humberto Teófilo, antes de analisar o cenário jurídico e penal brasileiro, o país carece de amadurecimento e de uma reforma ampla do Judiciário para não cometer injustiças

Em entrevista ao G5News, o candidato a deputado federal, Delegado Humberto Teófilo (Novo), se posicionou contrariamente à adoção da pena de morte no Brasil. Durante o bate-papo, ele argumentou que a aplicação de uma lei desse tipo na conjuntura atual seria inviável e que, caso existisse, figuras proeminentes da política nacional, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que hoje está preso, e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já teriam sido executadas.
Ao analisar o cenário jurídico e penal brasileiro, Teófilo afirmou que o país carece de amadurecimento e que, antes de qualquer debate sobre a pena máxima, é indispensável realizar uma ampla reforma no Poder Judiciário.
"Não sou favorável à pena de morte. Eu acho que nós não temos amadurecimento em razão do nosso Poder Judiciário", declarou.
Para exemplificar a falta de critérios e as distorções do sistema punitivo atual, o candidato citou discrepâncias no julgamento de crimes e de penas. Ele ressaltou casos em que traficantes recebem penas brandas, de um ano e meio, enquanto punições desproporcionais são aplicadas em outros contextos, citando como exemplo condenações de 17 anos por atos de vandalismo contra estátuas durante a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.
Segundo Humberto Teófilo, a prioridade legislativa deve ser a correção das disparidades e a estruturação das leis no Judiciário, antes de se especular sobre medidas severas, como a pena de morte, no combate à corrupção ou ao crime organizado.
Assista ao trecho da fala e à entrevista completa abaixo.

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