Delegado diz que candidata está "quebrada" e recebeu dinheiro para denunciá-lo
Em entrevista exclusiva ao G5News, candidato do União Brasil reage à denúncia sobre o Detran, afirma que correligionária agiu a mando do prefeito de Goiânia e confirma processos contra a adversária.

Em entrevista exclusiva ao portal G5News, na tarde desta sexta-feira (14), o candidato a deputado federal Delegado Waldir (União Brasil) reagiu com forte tom crítico à Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida contra ele. A denúncia, formulada por Ariane Cândido — candidata a deputada estadual pelo mesmo partido —, acusa o ex-presidente do Detran-GO de suposto abuso de poder econômico e político ao utilizar a estrutura do órgão para beneficiar instrutores autônomos. Vídeo no final da reportagem
Waldir rebatou as acusações afirmando que a adversária estaria em situação financeira "caótica" após perder o cargo na Prefeitura de Goiânia e que teria sido paga para servir de instrumento político contra a sua candidatura.
Durante a entrevista, Waldir expôs a crise financeira da correligionária para justificar o que considera ser a motivação por trás da ação judicial.
"Ela perdeu um salário de R$ 17 mil na comunicação da prefeitura. As informações de pessoas próximas são de que ela está endividada, o marido é PM, têm três filhos e não estavam conseguindo pagar o cartão. A situação dela é caótica. Ela foi laranja de uma pessoa, ganhou um dinheirinho..." — Delegado Waldir.
Ao detalhar quem estaria por trás da articulação, o candidato não hesitou em apontar o suposto padrinho político da denúncia.
"O chefe dela, que a contratou para fazer essas ações, é o prefeito de Goiânia [Sandro Mabel]", disparou.
Para além do embate verbal, Delegado Waldir confirmou ter adotado medidas judiciais e partidárias contra Ariane Cândido.
Ele disse que protocolou representação na Polícia Civil por crime de denunciação caluniosa, além de medida partidária, cmo a expulsão de Ariane dos quadros do União Brasil e pedido de ação indenizatória no valor de R$ 20 mil em danos morais, valor que, segundo ele, serviria para "tomar o carro" da denunciante.
O candidato reafirmou que sua gestão no Detran pautou-se na legalidade e que apresentará sua defesa no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO) para demonstrar a improcedência do pedido de cassação e inelegibilidade.

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