Defesa usa doença para tentar soltar Pollara; Justiça nega
Conforme laudos médicos apresentados, o ex-secretário já sofreu um infarto antes, enfrentou dois tratamentos contra o câncer e, atualmente, tem hipertensão arterial e arritmia cardíaca

A desembargadora plantonista Beatriz Figueiredo Franco, negou na noite deste domingo (1º), um pedido de habeas corpus ao ex-secretário de Saúde de Goiânia, Wilson Pollara, preso desde quarta-feira (27) na Operação Comorbidades, do Ministério Público de Goiás (MPGO). A defesa do médico alegou que ele é idoso e tem problemas graves de saúde.
No pedido de liminar, os advogados de Pollara alegam que não há requisitos que autorizem a prisão, além de ser idoso e portador de doenças graves. Conforme laudos médicos apresentados, o ex-secretário já sofreu um infarto antes, enfrentou dois tratamentos contra o câncer e, atualmente, tem hipertensão arterial e arritmia cardíaca. Pollara também tem 75 anos e mais de 100 quilos. A defesa solicitou que a prisão temporária fosse convertida em prisão domiciliar.
Na tarde de domingo, o médico sofreu um infarto agudo do miocárdio, na Casa do Albergado, onde está preso. Ele chegou a ser levado para o Ciams Novo Horizonte, mas precisou ser transferido para o Hospital Rui Azeredo, onde passou por um cateterismo, que apontou obstrução de 95% em uma das veias do coração. Uma angioplastia com colocação de stent permitiu que o vaso fosse liberado. Ele segue internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Prisão
Na quarta-feira (27), o ex-secretário, o ex-diretor financeiro da SMS e do Fundo Municipal de Saúde, Bruno Vianna Primo, e o ex-secretário executivo, Quesede Ayres Henrique, foram presos em decorrência da Operação Comorbidades do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO). Todos estão presos na Casa do Albergado, no Jardim Europa.
O débito da SMS com a Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc) é o protagonista da Operação Comorbidades. Até o momento, a investigação do MP-GO aponta que os três homens atuaram em um esquema para desviar recursos públicos em benefício deles próprios e de terceiros por meio de ingerência na gestão financeira da fundação.

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