Defesa de João Paulo Cavalcante diz “não conhecer” fundamento para prisão
O suplente de vereador é um dos líderes bolsonaristas em Goiás e foi preso pela PF na Operação Lesa Pátria, que investiga atos extremistas de 8 de janeiro, em Brasília

Defesa do suplente de vereador em Goiânia, João Paulo Cavalcante, preso pela Polícia Federal (PF) durante a 14ª fase da Operação Lesa Pátria, deflagrada na manhã de quinta-feira (17), o advogado Pedro Augusto Barros informou ao G5News que ainda está tomando ciência do processo, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), já que ainda não tem conhecimento da fundamentação para a decretação da prisão preventiva, que corre em sigilo.
O advogado explicou ainda que, além do sigilo, o processo é físico.
“Pedimos acesso aos autos, pois são físicos e sigilosos, e tramitam no Supremo Tribunal Federal- STF. Ainda não sabemos o teor da fundamentação para a decretação da sua prisão preventiva, mas, desde já, reiteramos que manejaremos todos os instrumentos legais para restabelecer a sua liberdade.”, disse o advogado.
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Entenda o caso
João Paulo Cavalcante foi preso pela Polícia Federal (PF) na Operação Lesa Pátria, que investiga os envolvidos nos atos extremistas de 8 de janeiro, em Brasília. O político é um dos líderes bolsonaristas em Goiás, foi candidato a deputado estadual pelo antigo PSL, em 2018, e a vereador pelo DC em 2020.
O investigado aparece em vários vídeos gravados por ele mesmo na Esplanada dos Ministérios, durante a invasão dos Três Poderes.
“Galera, hoje, dia 8 de janeiro de 2023, o Brasil faz história. Mais uma vez, milhões de brasileiros indignados com o sistema, demonstrando que a nossa República Federativa não vai cair nas mãos de criminosos”, diz na filmagem.
Segundo informações obtidas com exclusividade pelo G5News, o político foi preso na quinta-feira (17), mesmo dia em que a cantora gospel Fernanda Oliver, conhecida por fazer shows em acampamentos bolsonaristas instalados na porta de quarteis em cidades goianas, também foi alvo.
Na data em questão, a Polícia Federal cumpriu dez mandados de prisão em Goiás, outros quatro estados e no Distrito Federal.

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