O vice-governador Daniel Vilela (MDB) entregou, nessa segunda-feira (02), 100 casas a custo zero, do programa Pra Ter Onde Morar, a famílias de Cristianópolis, no Sul de Goiá, iniciativa do governo estadual voltada a famílias em situação de vulnerabilidade social.
Ao todo, foram investidos R$ 18 milhões nas obras, que integram o guarda-chuva do Goiás Social.
Representando o governador Ronaldo Caiado, que cumpre agenda fora do estado, Daniel Vilela reforçou que a política habitacional se tornou prioridade. A meta, segundo ele, é ousada: ultrapassar 10 mil moradias entregues até o fim deste ano em todo o território goiano.
“É dignidade para quem mais precisa. Tem gente que já não sonhava mais com a casa própria e agora vai ter um lar sem pagar nada por isso”, afirmou.
Mais do que tijolo e cimento, o discurso do vice-governador buscou dar sentido social à obra. Para ele, a qualidade das casas é importante, mas o impacto vai além da estrutura física.
“A casa é onde a família cria os filhos com segurança, constrói dias melhores e recupera a esperança”, disse.
Goiás lidera entregas habitacionais
À frente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Alexandre Baldy destacou o caráter social do programa. Segundo ele, Goiás se consolidou como o estado que mais entrega moradias populares no país.
“Não tem prestação, não tem boleto, não tem dívida. É o sonho da casa própria sem custo nenhum para essas famílias”, pontuou.
As unidades foram construídas no Residencial Iris Rezende, homenagem ao ex-governador goiano nascido em Cristianópolis. Coube à prefeitura a doação dos lotes e a execução da infraestrutura urbana, como ruas e redes básicas. A prefeita Juliana da Farmácia celebrou o momento.
“É um novo tempo para a cidade. Hoje a gente vê pessoas que não tinham condições financeiras recebendo um teto para morar”, afirmou.
Chave na mão, vida em ordem
Para entrar no programa Casas a Custo Zero, as famílias precisam atender a critérios claros: estar com o Cadastro Único (CadÚnico) ativo, ter renda de até um salário mínimo, não possuir imóvel e comprovar tempo mínimo de residência no município. A seleção dá prioridade a famílias em situação de maior vulnerabilidade, como aquelas com crianças, idosos ou pessoas com deficiência.
Entre as beneficiárias está a dona de casa Letícia de Sousa Gonçalves Almeida, de 31 anos. Ao lado do marido, Murilo Almeida Alves Gonçalves, de 33, e dos filhos João Murilo (11) e Mariana Vitória (6), ela resumiu o sentimento do momento.
“A gente nem consegue acreditar. É um sonho realizado. Agora temos uma casa para deixar para nossos filhos”, disse.
Outra história que simboliza o alcance do programa é a de Adenilza Conceição de Araújo, de 35 anos, mãe de três filhos. Sorteada para receber uma unidade totalmente mobiliada, ela comemorou o fim do aluguel.
“Já passei muita dificuldade. Agora, esse dinheiro vai poder ser investido na criação dos meus filhos”, contou.
Em um país onde o déficit habitacional ainda pesa sobre os mais pobres, a cena de famílias recebendo casas sem dívida não resolve todos os problemas, mas aponta um caminho. Para quem saiu do aluguel direto para a casa própria, a política pública deixou de ser promessa e virou endereço fixo.