Daniel autoriza fazer drenagem e trocar pontes de madeira por concreto em 44 cidades
Governador destacou que cada ponte de concreto custa, em média, R$ 500 mil. O Estado vai assumir toda a conta, com isso, as prefeituras não precisam gastar nada

O governador Daniel Vilela (MDB) assinou, nessa quinta-feira (23), em Goiânia, o início de um grande pacote de obras para melhorar as estradas e ruas do interior do estado. Trata-se do programa Goiás em Movimento Estruturas (GME), que nesta primeira fase vai realizar 212 intervenções em 44 municípios goianos. O foco principal é substituir as antigas pontes de madeira e instalar bueiros modernos, garantindo que ninguém fique ilhado e que a produção da roça consiga chegar à cidade sem problemas.
O investimento total para essa etapa é de R$ 95 milhões, dinheiro que sai direto dos cofres do governo estadual (Tesouro Estadual). Durante o evento, Daniel Vilela (MDB) autorizou o começo imediato das obras em 29 cidades, sendo que outras 15 já estão com máquinas na pista trabalhando.
A ideia do programa é resolver um problema antigo de quem vive no interior: a insegurança das pontes de madeira, que quebram com facilidade ou são levadas por enchentes.
Segundo o governador, cada ponte de concreto custa, em média, R$ 500 mil. Como o governo estadual assume toda a conta, as prefeituras não precisam gastar nada, o que sobra dinheiro para os prefeitos investirem em outras áreas, como saúde e educação.
O impacto vai direto no bolso de quem produz. Com bueiros e pontes de concreto, o caminhão que leva o grão ou o leite passa com mais segurança, o frete fica mais barato e o custo da produção diminui.
O governo não pretende parar por aí. Além das 44 cidades já anunciadas, outras 20 já estão com o processo de contratação em andamento (licitação), o que deve somar mais R$ 56 milhões em investimentos. A promessa da gestão estadual é que, a cada 15 dias, novas licitações sejam lançadas para atender os 196 municípios que já se cadastraram no programa.
A presidente da Goinfra, Eliane Simonini, explicou que o trabalho é complexo porque cada lugar precisa de um projeto específico, mas o objetivo é criar um ciclo: enquanto uma obra termina em uma cidade, outra já começa na vizinha. O prazo médio para que essas estruturas fiquem prontas é de 180 dias (seis meses).

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