Daniel abre série de reuniões para debater demandas da Segurança
Com discurso de diálogo, Daniel enfrenta demandas acumuladas e expectativas elevadas de policiais e bombeiros por valorização imediata

O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), inicia nesta semana uma rodada de reuniões com representantes das forças de Segurança Pública para ouvir reivindicações das categorias, que já chegam com uma lista pesada de cobranças, incluindo reajustes salariais, reestruturação de carreiras e novos concursos.
Com discurso de diálogo, Daniel enfrenta demandas acumuladas e expectativas elevadas de policiais e bombeiros por valorização imediata.
O clima é de expectativa — e também de cobrança. O governador Daniel Vilela começa, nos próximos dias, uma série de encontros no Palácio das Esmeraldas com lideranças de diferentes segmentos da Segurança Pública. Na mesa, estarão representantes do Corpo de Bombeiros e das polícias Militar, Civil, Penal e Científica.
A promessa é ouvir. Mas o que vem pela frente é uma lista extensa de reivindicações que já eram aguardadas pelo próprio governo. Entre os principais pontos estão a reestruturação das carreiras, o pagamento da data-base e o reajuste salarial, temas que há anos são alvo de pressão das categorias.
Presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos do Estado de Goiás (Assego), o subtenente Sérgio afirmou que o diálogo com o governador já começou logo após a posse e deve ganhar novo capítulo ainda nesta semana. Segundo ele, há expectativa positiva.
“Ele já demonstrou sensibilidade quanto às demandas que iremos apresentar”, afirmou.
Entre os pleitos da Assego estão mudanças nos planos de carreira, aumento do percentual de militares reconvocados para atuar em colégios da Polícia Militar — de 35% para 45% —, além da correção da ajuda de custo AC3 para policiais que atuam na região do Entorno.
Sérgio aposta no perfil conciliador do governador. “Daniel tem perfil diplomático. Teremos muita abertura para dialogar com ele”, disse.
Com discurso de diálogo, Daniel enfrenta demandas acumuladas e expectativas elevadas de policiais e bombeiros por valorização imediata.
Do outro lado, a cobrança também é firme. O presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar (ACS PM BM), subtenente Gilberto Cândido, reforçou que a reposição salarial deve ser prioridade nas conversas.
Além disso, a entidade pretende pressionar o governo pela abertura de novos concursos públicos, tanto para a Polícia Militar quanto para o Corpo de Bombeiros — uma demanda considerada urgente diante do déficit de efetivo.
Com várias frentes abertas e categorias mobilizadas, Vilela entra na rodada de negociações com o desafio de equilibrar o discurso de diálogo com a capacidade real de atender às reivindicações. Nos bastidores, a avaliação é de que o governador terá de lidar com uma pressão crescente já nos primeiros movimentos de sua gestão.

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