Cruz vai recontratar parcela de servidores “demitidos”
Prefeitura diz que demissão em massa é “reorganização administrativa”, mas nos corredores do Paço a medida é apontada como “retaliação” após primeira-dama perder eleições e aliados apontarem “gestão desastrosa”

O prefeito Rogério Cruz (Republicanos), que causou “pânico” e “desespero” no Paço Municipal na manhã desta quarta-feira (26), quando exonerou cerca de 1,5 mil servidores comissionados, que só descobriram a “demissão” quando chegaram para trabalhar e o “ponto” já estava cancelado, diz que a medida se trata de uma “reorganização administrativa” e prevê o remanejamento ou retorno ao cargo de “alguns” profissionais.
Em nota à imprensa, a prefeitura de Goiânia aponta que hoje dispõe de 35 mil servidores ativos cuja atuação se mantém de forma integral. Ressaltou ainda que, apesar de milhares de servidores terem sido demitidos na manhã desta quarta-feira (26), nenhum serviço ficará comprometido, já que não houve exoneração de nenhum “titular de pasta”, além de os servidores efetivos continuarem a cumprir suas funções.
Sobre as exonerações, a prefeitura explica que todos os “demitidos” se referem a uma parcela de servidores que ocupavam funções comissionadas e que a medida se trata de uma reorganização administrativa e que alguns voltarão à gestão seja nos mesmos cargos ou remanejados para outros.
Cruz tem trabalhado nessa “limpa” no Executivo da Capital desde à segunda-feira (17), quando cerca de 330 servidores comissionados da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e 13 diretores da Seinfra foram demitidos e só descobriram quando chegaram para trabalhar nesta segunda-feira (17) e a biometria do ponto eletrônico “não funcionou”.
A prefeitura justifica as demissões como “reorganização administrativa” e “contenção de despesas” para alcançar o equilíbrio financeiro” e ressaltar que todos os funcionários exonerados fazem parte do quadro administrativo e não do operacional, garantindo que a “limpa” não vai influenciar na prestação de serviços.
Apesar da “justificativa”, o que corre nos corredores da prefeitura é de que as exonerações seria uma “retaliação”, já que a primeira-dama Thelma Cruz não conseguiu se eleger deputada estadual, além de aliados próximos ao prefeito estarem descontentes com a alta reprovação da gestão, vista como desastrosa, e alertarem a urgência de mudança para a viabilização de campanha à reeleição.
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Veja nota na íntegra
“Em relação a exonerações de posições comissionadas, publicadas nesta quarta-feira, a Prefeitura de Goiânia informa o que se segue:
- As exonerações publicadas no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira (26) se referem a uma parcela de servidores que ocupavam funções comissionadas e compõem reorganização administrativa que prevê o remanejamento ou retorno ao cargo alguns profissionais.
- Atualmente, o Município dispõe de cerca de 35 mil servidores ativos cuja atuação se mantém de forma integral.
- Nenhum ato legal da Prefeitura de Goiânia fica comprometido com a medida, visto que não houve exoneração de titular de nenhuma pasta, servidor competente para praticar todos os atos necessários.
Ademais, os servidores efetivos continuam a cumprir suas competências regimentais.”

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