Cruz cumpre "ameaça" e deve "demitir" secretários e diretores indicados por vereadores que não apoiarem reeleição
Prefeito de Goiânia já havia avisado que dividiria a base na Câmara entre os vereadores que vão apoiar reeleição dos que seguem apenas como apoio nesta gestão

O prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (SD), confirmou que está planejando uma reforma administrativa significativa em seu secretariado. A mudança tem como objetivo retirar secretários e diretores indicados por vereadores e lideranças políticas que não o apoiarão em uma eventual candidatura à reeleição na capital.
Pré-candidato e com projeto de reeleição, Cruz (SD), que enfrenta desafios em sua base política já havia anunciado que como estratégia para as eleições, a base na Câmara seria dividida entre os vereadores que seguem apoiando gestão e candidatura nas eleições deste ano daqueles parlamentares que seguem apenas como base do Executivo, sem declarar apoio na corrida eleitoral.
No entanto, "essa conversa" já estaria causando insatisfação em parte dos vereadores e o assunto "borbulhando" na Casa de Leis. A questão central gira em torno do tratamento privilegiado que será dado aos vereadores que decidirem apoiar também a reeleição.
Conforme avisado antecipadamente, Cruz iniciou nesta semana as articulações com vereadores, auxiliares e presidentes de partidos para obter as garantias de aliança e avaliar novos nomes para compor seu secretariado. A medida é vista como uma estratégia para fortalecer sua base de apoio e consolidar sua posição para a próxima eleição.
A reforma administrativa proposta por Cruz é um indicativo claro de que o prefeito está se preparando para sua candidatura à reeleição. No entanto, a decisão de excluir aqueles que não o apoiarão pode gerar controvérsias e tensões políticas na Câmara Municipal.
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Apesar de projetos polêmicos já terem sido aprovados nos primeiros anos de sua gestão, Cruz busca manter um amplo apoio na Câmara para evitar o endurecimento do discurso dos vereadores durante o período eleitoral. A convivência entre os parlamentares se torna ainda mais delicada, considerando que existem também aqueles que defendem o diálogo.
O secretário municipal de Governo, Jovair Arantes, destaca que a base do prefeito conta atualmente com 20 a 25 vereadores, em um total de 35 cadeiras na Câmara de Goiânia. Arantes defende um “tratamento político” diferenciado para os vereadores que apoiam a reeleição, mas também ressalta o foco do prefeito na gestão. Segundo ele, é importante separar as ações administrativas das questões políticas.
Ainda não se sabe quais serão as implicações exatas dessa reforma administrativa, mas é certo que as próximas semanas serão cruciais para a política de Goiânia. As mudanças propostas por Cruz serão observadas de perto, tanto pelos seus aliados quanto pelos seus opositores.

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