CPI que irá investigar ex-ministro e pastores deve ser protocolada nesta terça
Entre os investigados estão o pastor goiano Gilmar Santos e seu genro Wesley Costa de Jesus.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que irá protocolar, nesta terça-feira (28), o pedido de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as denúncias de irregularidades no Ministério da Educação cometidas pelo pastor goiano Gilmar Santos e o genro Wesley Costa de Jesus, pastor Arilton Moura, o ex-assessor da Prefeitura de Goiânia, Helder Bartolomeu, advogado Luciano Musse, além do ex-ministro Milton Ribeiro.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já teria dito a interlocutores, na segunda-feira (26), que se a oposição cumprir todos os procedimentos irá ler o requerimento e instalar a comissão.
Para ser instalada, a CPI precisa cumprir os seguintes requisitos: 27 assinaturas, orçamento e fato determinado.
Até a noite de segunda-feira havia 28 assinaturas, mas o Palácio do Planalto operava para tentar retirar alguns apoios.
O senador Giordano (MDB-SP) era um dos alvos. À CNN, ele disse que não pretendia retirar: “mantenho firme a assinatura”, afirmou.
Se a CPI do MEC de fato for protocolada, Pacheco, deverá fazer uma apreciação em conjunto com outros pedidos de abertura de CPI’s que já foram protocolados.
São eles a CPI das ONGs da Amazônia, apresentado em 2019 pelo senador Plinio Valerio (PSDB-AM); a CPI do Narcotráfico protocolada pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE) e a CPI das Obras Inacabadas do MEC apresentada pelo agora líder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ). Não haveria, portanto, uma precedência de uma CPI sobre outra em razão do momento em que foram protocoladas. Pacheco disse a interlocutores que a análise deverá ser regimental e não política.
As duas últimas foram protocoladas no início deste ano justamente para evitar que uma CPI para investigar o MEC fosse adiante. Em avaliações preliminares, porém, houve o entendimento de que a CPI das Obras Inacabadas do MEC carece de fato determinado, ao passo que a CPI para investigar as denúncias de corrupção ganharam força após a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro e especialmente após o vazamento de áudios por parte dos investigados.

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