Corrêa vai ao MP e denuncia programa da própria prefeitura: "Anápolis não pagará medicina para filho de rico"
Segundo o prefeito, o programa apresenta falhas nos critérios de concessão, com a seleção sem transparência e beneficiando especialmente estudantes de famílias de classe média e alta

O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), fez uma importante notificação ao Ministério Público de Goiás (MPGO), acusando a administração anterior de irregularidades no programa Bolsa Graduação, lançado em 2019. O programa tinha como objetivo fornecer subsídios para as mensalidades de alunos de graduação do ensino superior.
Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, o prefeito enfatizou que as bolsas não foram pagas pelo governo anterior. Corrêa também destacou que a responsabilidade pela educação superior é do governo federal, e não uma atribuição municipal.
Segundo Corrêa, o programa apresentou alegadas falhas nos critérios de concessão, com a seleção de alunos acontecendo sem transparência. Esse processo seletivo, segundo ele, teria beneficiado especialmente alunos de medicina pertencentes a famílias de classe média e alta, como fazendeiros e empresários.
"Anápolis não pagará bolsa de medicina para filho de rico", afirmou o prefeito.
Mais de 50 estudantes de medicina integravam o programa, gerando um custo mensal aproximado de R$ 500 mil ao tesouro municipal.
“É uma dívida que o município não tem obrigação de subsidiar. Fizeram graça com chapéu alheio nas bolsas dos cursos de medicina”, afirmou o prefeito.
Corrêa frisou que a gestão municipal possui prerrogativa legal apenas para custear o Ensino Infantil e os primeiros anos do Ensino Fundamental, enquanto o Ensino Superior é de responsabilidade do Governo Federal. Ele deixou claro que, enquanto estiver à frente da prefeitura, não permitirá que recursos municipais sejam usados para financiar a educação superior de famílias abastadas.
“Vamos investir onde é dever do município e onde faz diferença na vida de quem realmente precisa”, declarou ele no vídeo.
O caso agora aguarda análise do Ministério Público, que deve investigar as alegações e tomar as medidas cabíveis para assegurar o cumprimento das normas de transparência e equidade na concessão de subsídios educacionais.

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