Conselheiro do TCE: Tem que taxar o Agro para distribuir riqueza
O conselheiro argumenta que o agronegócio é e continuará a ser a locomotiva econômica de Mato Grosso, mas no modelo que está não irá funcionar, precisa incentivar a industrialização e gerar empregos.

À frente da Ouvidoria Geral do Tribunal de Contas do Estado, o conselheiro Antônio Joaquim fala em entrevista ao Conexão Poder sobre a amplitude da auditoria feita junto à receita do Governo do Estado, que pode mudar as políticas públicas e distribuir riqueza no Estado, que apesar de figurar como a 13º maior economia do país tem cerca de 400 mil habitantes abaixo da linha da pobreza. Para isso, ele argumenta que se for necessário pode haver a taxação da exportação da produção do agronegócio e aponta que não pode haver resistência em discutir o assunto.
"Então não é que eu acho que tem que ser taxado o agronegócio, mas se for preciso tem que taxar. Não aceito essa história de falar isso e ser taxado como como traidor do Estado porque o agro é que gera tudo", ressalta.
O conselheiro argumenta que o agronegócio é e continuará a ser a locomotiva econômica de Mato Grosso, mas no modelo que está não irá funcionar, precisa incentivar a industrialização para gerar empregos e então distribuir renda.
Ele lembra que o TCE vai apontar as falhas em arrecadação e fiscalização e caberá ao Governo do Estado e Assembleia Legislativa a criação de leis para a mudança de políticas públicas.

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