Confusões diplomáticas: Bolsonaro xingou mulher de presidente e brigou com mais de 10 países
As confusões geraram revolta e causaram prejuízos milionários ao Brasil, aponta levantamento.

Um levantamento realizado pelo portal G5News nos principais jornais do país mostra que, apesar da polêmica sobre a declaração do presidente Lula (PT) contra Israel, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também causou confusões em mais de 10 países do globo.
As confusões geraram revolta e causaram prejuízos milionários ao Brasil.
As brigas diplomáticas ocorreram em dois momentos. O primeiro foi o descaso com o meio ambiente, pandemia e a problemas comerciais.
Durante a pandemia de covid, Bolsonaro insinuou que o coronavírus seria parte de uma "guerra biológica" chinesa e que "os militares sabiam disso".
À época a China disse que estava "desgostosa, ofendida".
Depois o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, fez chacota com os chineses usando o personagem Cebolinha, da Turma da Mônica, para fazer chacota da China e associar a pandemia de coronavírus a interesses do país asiático.
Na mensagem, ele trocou a letra "r" por "l", assim como na criação de Mauricio de Sousa, ridicularizando o sotaque de muitos chineses ao falar português.
Bolsonaro teve outro embate com o presidente Emmanuel Macron após ser criticado e acusado de causar uma crise internacional devido à falta de fiscalização na Amazônia.
O presidente francês acusou Bolsonaro de mentir, porém, antes o então chefe da nação brasileira postou um vídeo ao vivo cortando o cabelo no horário em que deveria ter se reunido com Le Drian.
Foi uma forma de retaliar o ministro que afirmou: “Ao que parece, houve uma emergência capilar. Preocupação que é estranha para mim”.
O então presidente ainda chamou a esposa de Macron de feia.
Em relação à Alemanha, Bolsonaro disse que a chanceler alemã Angela Merkel deveria pegar a “grana” e reflorestar seu próprio país. A declaração ocorreu depois que o país suspendeu R$ 155 milhões do Fundo da Amazônia. Houve grande mal-estar na comunidade internacional.
Jair Bolsonaro chegou a ser ridicularizado em um programa humorístico e chamado de “o boçal de Ipanema”.
Também teve confusão com a Noruega. Na época, o país anunciou a suspensão de R$133 milhões em repasses ao programa. O presidente disparou uma fake news contra o país com um vídeo de uma suposta “matança de baleias” e disse que o país “não tem nada a oferecer para nós”. No final, a gravação era de um evento da Dinamarca.
O Governo daquele país não demorou para usar a imprensa dinamarquesa para responder e acusar o ex-presidente por disseminar noticias falsas.
Ainda sobre o meio ambiente, Bolsonaro também teve embates diplomáticos com a Colômbia, Canadá e Finlândia.
Outra crise grave ocorreu com os países árabes quando Bolsonaro anunciou que mudaria a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Após a fala, a Arábia Saudita vetou a compra de carne de ave de cinco frigoríficos brasileiros como retaliação.
Meses depois ele voltou a falar sobre o assunto e causou mais problemas na região. Na época, Bolsonaro mexeu em uma história conflitante e explosiva.
Bolsonaro já atacou Alberto Fernández e Cristina Kirchner, da Argentina, ao chamar a chapa de “bandidos de esquerda”. Fernández chamou Jair de “racista, misógino e violento”. Os ataques do ex-presidente brasileiro também foram direcionados a Cuba e Venezuela.

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