Comurg nega irregularidades; Cruz diz que denúncia de Policarpo é “interpretação”
Companhia afirma que repasses antecipados de verbas impositivas é procedimento comum e que em 10 dias entrega as últimas 8 obras referente ao valor denunciado pelo presidente da Câmara

A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e o prefeito Rogério Cruz (Republicanos) responderam às acusações de supostas ilegalidades quanto a repasses antecipados de verbas referentes a emendas impositivas, indicadas por vereadores para obras na Capital, e que segundo o presidente da Câmara Municipal, Romário Policarpo (Patriota), poderia ser enquadrado em “improbidade administrativa”.
Cruz aponta “questão de interpretação” denúncias de Policarpo quanto a repasses antecipados.
Segundo o presidente, o valor denunciado inicialmente falava em montante de R$ 8 milhões e se trata de 50 obras indicadas pelos parlamentares em benfeitorias em Goiânia.
Tanto o prefeito quanto a Comurg confirmam os repasses antecipados, porém, ambos afirmam que não existe nenhum tipo de ilegalidade quanto aos pagamentos.
De acordo com a Comurg, quando se trata de emendas impositivas é comum que o Executivo faça os pagamentos de forma antecipada. Ressaltou ainda que, apesar da liberação do dinheiro de forma antecipada, após a conclusão, os vereadores que indicaram a benfeitoria conferem a execução, confirma se está de acordo com o projeto e aprova o trabalho.
Sobre às 50 obras referente ao montante de R$ 8 milhões, a assessoria da Comurg afirma que 42 obras já foram entregues e as 8 que faltam serão entregues no prazo máximo de 10 dias, justificando o repasse denunciado por Policarpo.
“Está dentro da legalidade e é um procedimento normal”, diz nota da Comurg.
Explicou ainda que essas oito obras estão atrasadas devido aos temporais que caíram sobre a Capital e que nada tem a ver com repasse de verbas ou questões financeiras.
Após a entrega, ainda segundo a Comurg, vai depender apenas do prefeito marcar as inaugurações e entregar à população, já que a parte da Companhia terá termido.
A Companhia ressalta ainda que os únicos pagamentos antecipados são referentes a essas emendas impositivas e que não existe nenhum outro repasse adiantado por parte da prefeitura.
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Já o prefeito Rogério Cruz afirma que nenhum pagamento foi feito “fora da lei” e destacou que as verbas pagas antecipadamente se trata de “impositivas” e que, consequentemente, sai dos cofres públicos e é transferido para a empresa que vai executar a obra.
Cruz acrescentou ainda que a polêmica é pelo fato de a população não entender como funciona o trato com emendas impositivas e que nenhum “valor a mais” saiu da prefeitura.
Sobre a denúncia de Policarpo e o apontamento de “improbidade administrativa”, o prefeito diz que é uma “questão de interpretação” do presidente.
“A prefeitura não escolheu nenhum modelo de pagamento fora da lei. Nós trabalhamos com as emendas impositivas, o nome já diz, é impositiva. A prefeitura cumpre as emendas impositivas, o que muitas pessoas não entendem é como é feita. A maioria delas são feitas como praças, alguns pedidos de praças, outras foram refeitas de reformas, de cais, colégios, escolas ou cmeis, então esse valor ele sai dos cofres públicos como emendas impositivas e vai para quem vai construir”, explicou Rogério Cruz.

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