Comurg bloqueia acessos e afasta 16 servidores por suspeita de fraude
A investigação apura suspeitas de "rachadinha" em acordos trabalhistas extrajudiciais firmados pela companhia

A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) confirmou, na terça-feira (26), o cumprimento de uma decisão judicial que determinou o afastamento cautelar de 16 pessoas ligadas à empresa pelo período de 60 dias. A ação é um desdobramento da operação "Pacto Oculto", deflagrada na semana passada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), da Polícia Civil de Goiás.
A investigação apura suspeitas de "rachadinha" em acordos trabalhistas extrajudiciais firmados pela companhia. Dados de movimentação financeira dos investigados reforçaram os indícios de irregularidades em processos datados de 2023 e 2024. Segundo as autoridades, a polícia investiga um total de 35 acordos que somam R$ 13 milhões, sendo que a operação recente focou especificamente em 12 deles, que totalizam R$ 3,5 milhões.
A própria Comurg foi responsável por denunciar o caso à polícia. Em 2025, a companhia já havia anunciado a demissão de 11 servidores após apurar 39 casos de acordos extrajudiciais. Dos 16 funcionários afastados pela Justiça nesta terça-feira, cinco ainda estavam trabalhando na estatal e respondiam a processos administrativos disciplinares.
O presidente da Comurg, Cleber Aparecido Santos, determinou o cumprimento imediato das restrições. As medidas incluem bloqueio de crachás, senhas, logins, e-mails institucionais e acesso aos sistemas internos, além da proibição de entrada dos investigados nas dependências da empresa e o recolhimento de todos os equipamentos funcionais, como notebooks, celulares, tokens, chaves e documentos institucionais.
Errata: Ao contrário do que foi informado inicialmente pelo G5News, o afastamento dos servidores não possui relação com o suposto esquema envolvendo o vereador Zander Fábio na Secretaria de Cultura de Goiânia. A decisão judicial mencionada refere-se a um processo distinto. Pelo erro, pedimos desculpas.

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