Comerciantes reclamam de “terceirização” de feira e Câmara convoca secretário
O líder do governo, vereador Roberto Chaveiro (Podemos), afirmou que o Chefe do Executivo, não está “ciente”, mas assim que souber poderá resolver o caso

A reclamação de feirantes de Aparecida sobre a terceirização do espaço onde acontece a feira e o pagamento de "preços abusivos pelo ponto" foi debatido Na sessão plenária desta segunda-feira (12).
O presidente da Câmara Municipal, André Fortaleza (MDB), utilizou a tribuna para destacar que a ação é inconstitucional, pois não tem uma “licitação” para terceirizar o local.
Segundo os feirantes que acompanharam a sessão, cerca de 218 trabalhadores estão sendo prejudicados devido à situação, além de serem obrigados a pagar R$ 250 para poderem continuar comercializando as suas mercadorias, questão que eles protestam, pois antes da terceirização, o valor era de R$ 22,37.
Em contrapartida, se o pagamento não for realizado, a classe perde o ponto e serão prejudicados nas vendas, pois a maioria dos clientes conhecem os feirantes a partir do local fixo.
O secretário de Planejamento e Regulamentação Urbana, Júlio Cesar, e o coordenador da feira, José Eduardo, foram convocados para prestar esclarecimentos na Câmara durante a sessão desta segunda-feira, mas nenhum esteve presente.
Além de denunciar, a classe também reclama que não está sendo ouvida pelo coordenador da feira e pelo secretário da pasta.
Um áudio, enviado pelo próprio coordenador no grupo dos feirantes, alega que caso eles recorressem à Casa de leis, seria “perda de tempo”.
O vereador André Fortaleza, que tomou conhecimento do caso, a partir de reclamações dos próprios feirantes, informou ao G5 que inteirou o procurador da Casa e, caso não seja solucionado, tomará medidas jurídicas.
Contrapondo, o líder do governo, vereador Roberto Chaveiro (Podemos), afirmou que o Chefe do Executivo, não está “ciente” de todos os problemas que a classe dos feirantes está passando, mas assim que souber, poderá resolver o caso.

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