Com Saúde de Goiânia em crise total, MP e TCM devem investigar gestão Cruz e Pollara
Secretário de Saúde do Estado, Rasível dos Santos, destaca a sobrecarga dos serviços estaduais devido à ineficiência da administração municipal de Goiânia

A rede de saúde de Goiânia enfrenta uma de suas piores crises em anos, com repercussões que se estendem por todo o estado de Goiás. O secretário de Saúde do Estado, Rasível dos Santos, expressou sua preocupação em entrevista ao Jornal Opção, destacando a sobrecarga dos serviços estaduais devido à ineficiência da administração municipal.
O secretário anunciou que tanto o Tribunal de Contas do Município quanto o Ministério Público serão acionados para auditar as contas da saúde de Goiânia.
"Algo não está batendo. Goiânia coloca 27% de sua receita na saúde, mas os serviços essenciais não estão funcionando", afirmou.
Com 21% da população do estado concentrada em Goiânia, qualquer crise local tem efeitos amplificados nos serviços de saúde estadual. Rasível dos Santos criticou a gestão municipal pela incapacidade de honrar compromissos financeiros com instituições filantrópicas, hospitais privados e médicos terceirizados, acumulando uma dívida superior a R$ 260 milhões.
Embora o secretário de Saúde de Goiânia, Wilson Pollara, afirme que 70% desse montante já foi quitado, restando R$ 80 milhões a serem pagos, diretores hospitalares e sindicatos questionam a veracidade dessas informações.
A falta de profissionais e a sobrecarga nas unidades de emergência estão comprometendo a assistência em todo o estado. O mesmo número de leitos é utilizado para emergências, internações clínicas e crises epidêmicas, como a recente de Influenza, tornando a situação insustentável.
Rasível destacou que Goiânia recebe mais recursos federais para a saúde do que o próprio estado de Goiás, questionando o destino desses fundos.
"Só o Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara recebe milhões de reais por ano, mas a população ainda enfrenta filas intermináveis e atendimentos precários", criticou.
Rasível dos Santos enfatizou que o estado já destina 14% de sua receita à saúde e não pode assumir responsabilidades que cabem ao município. Ele alertou que o prefeito de Goiânia, cujo mandato vai até 31 de dezembro de 2024, deve garantir o funcionamento dos serviços de saúde até o final de sua gestão, independentemente de ter perdido a eleição.
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A falta de comando, segundo o secretário, afeta não apenas o atendimento imediato, mas também o planejamento de médio e longo prazo.
"A saúde é um serviço essencial e não pode ser negligenciada", concluiu.
Com a crise em curso, a expectativa é que as auditorias e investigações tragam à tona as falhas na gestão dos recursos e proponham soluções para restabelecer a eficiência dos serviços de saúde em Goiânia.

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