Cidades da Região Metropolitana veem como "natural" comando do Estado no transporte coletivo
Prefeituras de Aparecida e Senador Canedo destacam que direito a voto nas decisões foram preservados

Após a aprovação da nova governança do transporte coletivo na Região Metropolitana, as prefeituras de Aparecida de Goiânia e Senador Canedo vieram a público manifestar apoio à decisão. O movimento fortalece a posição do Governo de Goiás e isola as críticas sobre a falta de diálogo, reforçando a tese de que quem investe mais deve coordenar o sistema.
Mesmo após ter votado contra a medida na reunião da CDTC, a Prefeitura de Senador Canedo divulgou nota oficial aceitando o novo formato. A administração municipal classificou como "natural" o ajuste na governança, visto que o Estado assumiu uma fatia maior do subsídio financeiro. Para o município, o transporte é uma questão social e o caminho da parceria entre Estado e prefeituras tem garantido dignidade aos passageiros.
Na mesma linha, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela, reiterou apoio integral à reforma. Segundo a administração aparecidense, a construção do modelo foi conjunta e assegura o poder de voto dos municípios em decisões estratégicas. O foco de Aparecida é a continuidade da "Tarifa Social" a R$ 4,30 e a modernização de terminais e pontos de ônibus, metas que dependem do aporte financeiro estadual.
O consenso entre essas prefeituras e o governo estadual baseia-se na realidade financeira do setor:
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Subsídio Garantido: O Estado passará a arcar com 46,7% dos custos, aliviando o caixa dos municípios.
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Manutenção do Preço: O apoio das prefeituras é o que permite manter o valor da passagem congelado desde 2019.
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Investimentos Estruturais: A parceria viabiliza a entrega de 400 novos ônibus com ar-condicionado e wi-fi, além da conclusão das estações do BRT Leste-Oeste.
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