CCJ da Alego vota aumento das emendas impositivas para 2%; Governo entra no jogo
O presidente da CCJ, deputado Wagner Neto (Solidariedade), afirmou que o governo vai pedir voto contrário à proposta

Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) colocará em votação na manhã desta quinta-feira (10) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o aumento das emendas impositivas de 1,2% para 2%. Medida tem sido amplamente discutida pela base do governo no Parlamento desde a noite de terça-feira (8), quando os deputados colocaram a matéria em pauta na Comissão.
A situação chegou a obstruir a sessão plenária desta quarta-feira (9), com o objetivo de ampliar as articulações sobre o tema. Com apenas sete dos oito deputados necessários presentes, a sessão nem chegou a ser aberta.
O presidente da CCJ, deputado Wagner Neto (Solidariedade), afirmou que o governo vai pedir voto contrário à proposta.
“Se em tese estava fácil de ser aprovado, já que a proposta é de interesse dos deputados, hoje o governo tem certo favoritismo. Quem tiver com o governo vai ter que provar agora”, declarou.
Além do governador Ronaldo Caiado (UB) e do líder do governo, Talles Barreto (UB), o vice-governador Daniel Vilela (MDB) também entrou nas articulações com os parlamentares.
“Daniel é ex-parlamentar, foi presidente da CCJ da Câmara dos Deputados, ele tem bagagem nisso e ele tem um papel fundamental dentro desse processo”, avaliou.
A votação desta PEC é um momento crucial para o governo, que busca manter o controle sobre as emendas impositivas e garantir a fidelidade de sua base aliada. A decisão tomada na sessão desta quinta-feira poderá ter impactos significativos na distribuição de recursos e no equilíbrio de poder dentro da Alego.

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