Candidato do PT fala sobre “antipetismo” e a relação do partido com MST; assista
Wolmir Amado, o segundo entrevistado do quadro G5 Eleições, ainda falou sobre corrupção, agronegócio e propostas para todos os temas sociais: saúde, segurança, educação e economia

Candidato do PT ao Governo de Goiás, o professor Wolmir Amado, ex-reitor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), conversou com o G5News e, além de explicar o porquê quer ser o próximo gestor do estado, falou sobre corrupção, Movimento Sem Terra (MST) e o “antipetismo” vivido no Brasil, temas que “assombram” seu partido, hoje muito ligado a escândalos e visto como “apoiador” de invasão de terras.
Sobre a “problemática” do MST, o G5 apontou a média do número de invasões de terras por dia no Brasil durante a gestão dos últimos governos, sendo na gestão Fernando Henrique 305; nos oito anos de Lula, 246; era Dilma, 182; Temer, 37; Já a gestão Bolsonaro derrubou esse número para 5 com ações contra esse tipo de ação, e pediu uma avaliação do candidato.
Wolmir começa destacando a importância e o desenvolvimento do agronegócio na gestão PT.
“Não só a gestão do PT nacional considera a importância do agronegócio, assim como nós aqui no estado. Foi aí a base para produção da agricultura em alta escala, introdução de novas tecnologias, além de todo o esforço para o comércio internacional com as exportações para gerar divisas, impostos e indicadores do PIB. Assim, o agronegócio na gestão PT nacional e estadual será potencializado”.
Questionado “novamente” sobre o medo de uma parcela grande da população de que as invasões de terra voltem com a possível nova gestão do PT, Wolmir destacou questões históricas de levaram a poucos terem grandes concentrações de propriedades, enquanto muitos não tinham “nada”.
“Os que não tinham terra claro que tem o direito de se organizar em um movimento. Então, não é com repressão que resolvemos isso. Somos pela legalidade, ei não defendo a invasão de terras. Eu visitei um assentamento que antes tinha apenas um dono e não produzia nada. Agora, tem centenas de família com uma abundância por ter se tornado um projeto cooperativo, coletivo com produção agrícola pujante. O que aconteceu? O estado comprou aquelas terras, assentou as famílias e agora são produtivas”.
O candidato nega o fato de que se o estado comprar terras invadidas para assentar famílias do movimento incentive as invasões, defendeu que se deva investir na população que gosta de trabalhas na agricultura e concluiu o tema afirmando que o estado deveria ter uma proatividade de resolver essas questões antes de conflitos acontecerem com um “olhar maior” para quem precisa mais.
Sobre o PT hoje ser diretamente ligado à pecha “corrupção”, o candidato começa ressaltando que a legenda em Goiás tem 45 mil filiados, citou os parlamentares do partido e reforçou que em Goiás não há nenhum fato que desabone o partido e que merece respeito.
Sobre os escândalos de corrupção que derem essa pecha ao PT nacional, Wolmir fala que “bandidos” podem se infiltrar em todo tipo de organização e movimentos e que isso deve ser combatido. Ressaltou que p Brasil viveu o ‘antipetismo’ e que isso machucou a sigla.
“Nós enfrentamos realmente o ‘antipetismo’ e isso tem variáveis históricas diversas. Em geral, todas as informações que eu tenho sobre os acontecimentos num passado recente, que gerou muito desgastes e machucou muito essa sigla, são as mesmas que todos têm. O que temos de fasto é que quem cuidou do processo suscitou esse resultado final, 22 processos foram arquivados, o juiz foi colocado em suspeição e o promotor teve que pagar indenização, esse é o quadro, mais do que isso eu não tenho como dizer”.
Sobre o combate à corrupção em sua possível gestão à frente de Goiás, Wolmir destacou medidas como: portal da transparência “pleno”, sem esconder dados para que a imprensa tenha acesso e possa divulgar à população; mecanismos de monitoramento e controle; e em terceiro a confiança da população na gestão
“O gestor, governador precisa inspirar confiança e ter com a convicção do compromisso ético que inspire essa confiança”.
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