Câmara recebe pedido de cassação de Gayer por chamar Lula de "cafetão"
A ação foi movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que acusa Gayer de violar o decoro parlamentar.

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados recebeu na terça-feira (19) um pedido de cassação do deputado federal por Goiás, Gustavo Gayer (PL). O documento foi protocolado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), junto a outras representações, incluindo solicitações de perda de mandato contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos.
A ação foi movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que acusa Gayer de violar o decoro parlamentar. De acordo com a legenda, no dia 12 de março deste ano, o deputado publicou na rede social X declarações que distorceram falas do presidente Lula e fizeram ataques ofensivos ao líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias; à ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre; e ao presidente da Câmara, Hugo Motta.
Entre as afirmações, Gayer teria chamado Lula de “cafetão” e comparado Gleisi a um “objeto sexual”. As postagens também insinuaram que a atuação política da ministra se daria por meio de negociações entre “gangues” e qualificaram os presidentes do Legislativo como “gangster”.
Para o PT, tais declarações configuram violação do Código de Ética e Decoro Parlamentar, desrespeitam instituições democráticas e caracterizam violência política de gênero contra Gleisi Hoffmann, crime tipificado no Código Eleitoral.
Além disso, o partido aponta que Gayer cometeu crimes contra a honra, como injúria e difamação, previstos no Código Penal, e que a imunidade parlamentar não cobre manifestações que não estejam relacionadas às funções legislativas. Diante disso, o PT solicita a abertura de processo ético-disciplinar, que pode resultar na perda do mandato do deputado. A assessoria de Gayer foi contatada, mas ainda não se posicionou.
Outros parlamentares investigados
As representações atingem deputados de diferentes partidos e estados, incluindo André Janones (Avante-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ), Guilherme Boulos (PSOL-SP), Kim Kataguiri (União-SP), Célia Xakriabá (PSOL-MG), Gilvan da Federal (PL-ES), delegado Éder Mauro (PL-PA), José Medeiros (PL-MT) e Sargento Fahur (PSD-PR).
Entre eles, Eduardo Bolsonaro é acusado de obstrução à Justiça e coação no andamento de processos no Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar se afastou do cargo e viajou para os Estados Unidos, onde passou a defender sanções econômicas contra o Brasil e autoridades nacionais.
Segundo o PT e o PSOL, Eduardo teria buscado medidas internacionais para pressionar o país, configurando atentado à soberania e tentando intimidar membros do Judiciário, especialmente o relator da ação penal contra Jair Bolsonaro e do inquérito sobre a tentativa de golpe de 2022. Eduardo Bolsonaro nega as acusações, afirmando que sofre perseguição política, e declarou que as sanções só poderiam ser revistas mediante uma “anistia geral e irrestrita” aos envolvidos na tentativa de golpe que visava anular as eleições daquele ano.

Kitão quer levar debate sobre cannabis para Alego e uso da fibra na medicina
Candidato a deputado estadual, vereador quer usar experiência acumulada em Goiânia para levar discussão à Assembleia e ampliar políticas relacionadas à cannabis medicinal em Goiás

Pedro Sales desiste de candidatura a deputado federal em Goiás
Nos bastidores, Pedro Sales era apontado como um dos nomes cotados para integrar a chapa do PSD na disputa por uma cadeira na Câmara Federal.











