Câmara de Santa Rosa cassa “vereador assassino”; Johnathan Cigano segue preso
Decisão ocorre após meses de pressão pública e sucessivas contradições internas; suplente assume vaga

A Câmara Municipal de Santa Rosa finalmente cassou o mandato do vereador Johnathan Adalberto Costa, o “Johnathan Cigano” (PCdoB), preso e acusado de aaaa!n@r o eletricista Tiago da Costa durante uma cavalgada no município. A decisão, tomada por ato regimental do presidente da Casa, Nelson Pintim (PDT), encerra um impasse que se arrastou por meses e colocou o Legislativo local sob escrutínio público.
A informação foi confirmada pelo próprio presidente à reportagem do portal G5 News, que vinha cobrando respostas desde que o caso ganhou repercussão.
Além da acusação pela morte de Tiago da Costa, Cigano já havia sido condenado em júri popular por outro h0m!cíd!0, ocorrido anos antes. Mesmo assim, permaneceu formalmente como vereador licenciado, situação que gerou indignação de parte da população e debates jurídicos dentro da própria Câmara.
A cassação só foi efetivada agora, apesar de o caso envolver gravidade, reincidência e repercussão pública. Até então, o parlamentar seguia licenciado, com seu mandato preservado, enquanto cumpria prisão preventiva.
Em declarações ao G5 News na noite de quarta-feira (5), Pintim chegou a afirmar que a perda do mandato só ocorreria após o fim da licença, prevista para 5 de dezembro. Com o recesso e o período natalino, havia possibilidade de adiamento para 2026.
“Aí venceu o prazo, a gente monta uma comissão de três vereadores e já faz a cassação”, disse o presidente, na ocasião.
Questionado pela reportagem sobre a demora, especialmente diante de uma questão considerada de natureza moral e ética, Pintim alegou entraves jurídicos:
“O jurídico disse que não podia, porque ninguém pediu. Alguém tinha que vir aqui com CPF e pedir. Ninguém pediu.”
A afirmação ampliou a polêmica. Segundo especialistas consultados informalmente pela imprensa regional, qualquer vereador poderia ter provocado o Ministério Público, sem depender de um pedido popular formal.
Medo ou omissão?
Diante de rumores de que parlamentares teriam receio de agir contra Johnathan Cigano — figura influente na região — Pintim negou:
“Aqui na Câmara não tem medo de ninguém.”
Outro vereador, Divino Antônio (PL), reforçou a versão de que não houve omissão, justificando que a Câmara funcionaria como “juíza” do processo:
“Afastar a Câmara pode. Mas ele já foi afastado porque pediu licença. Se ele não tivesse pedido licença, aí entrava cassação.”
A explicação, porém, não convenceu parte da sociedade civil. Isso porque a licença do parlamentar foi usada como argumento para não abrir o processo de cassação — mesmo diante de uma acusação de h0m!cíd!0 qualificado e de condenação anterior.
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Cassação encerra impasse
A decisão tomada agora, via ato do presidente da Câmara, contradiz as justificativas apresentadas nos meses anteriores e evidencia que havia espaço regimental para agir antes.
Com a cassação, o suplente do PCdoB é imediatamente efetivado. Já Johnathan Cigano permanece preso e responde ao processo criminal.
A medida marca o fim de uma novela política que expôs falhas, contradições e hesitações no Legislativo de Santa Rosa — e que só avançou após intensa cobrança da imprensa local e de parte da população.

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