Câmara de Iporá recua de decisão, decide afastar “prefeito atirador” e empossar vice
O recuo da decisão aconteceu ainda na quarta-feira (28), já que após a negativa por parte do Legislativo, o promotor de Justiça de Iporá, Luís Gustavo, se reuniu com o presidente da Casa

Câmara de Vereadores de Iporá, representada pelo presidente Adriano Sena Silva Coutinho (MDB), recuou da decisão de não atender à recomendação do Ministério Público, encaminhou novo ofício afirmando que decidiu pela “total acolhida” às orientações para o afastamento do prefeito Naçoitan Leite (sem partido) e dar posse à vice, Maysa Cunha Peres Peixoto (PP) como prefeita “transitória” do município.
Naçoitan Leite está preso e é investigado por tentativa de feminicídio e homicídio contra a ex-mulher e o atual namorado dela no último dia 18, quando derrubou o portão da casa da vítima com uma caminhonete e atirou pelo menos 15 vezes contra a casa.
O recuo da decisão aconteceu ainda na quarta-feira (28), já que após a negativa por parte do Legislativo, o promotor de Justiça de Iporá, Luís Gustavo, se reuniu com o presidente da Casa e explicou que caso não acolhesse a recomendação acionaria a Justiça para afastar Naçoitan, reconhecer Maysa como prefeita e ainda entrar com processo de “prevaricação” contra a Casa.
Após a reunião, Adriano Coutinho enviou novo ofício ao Ministério Público, onde informou que decidiu pela “total acolhida” às orientações e que irá oficializar a decisão entre os dias 4 e 6 de dezembro, datas de sessão extraordinária na Casa.
Em nota, Maysa Cunha afirma que está pronta para assumir a gestão na Prefeitura e acrescentou que “é preciso o trabalho presencial do gestor executivo”.
Recentemente Maysa externou em suas redes sociais sua preocupação com a eficiência, economia e desenvolvimento de Iporá.
“Quero me manifestar que a Câmara dos Vereadores atenda de forma legal essa recomendação para benefício da sociedade”, disse.
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A primeira resposta do Legislativo, quanto à recomendação para o afastamento do prefeito Naçoitan Leite e posse de Maysa Cunha, foi de negativa, quando o presidente Adriano Coutinho argumentou a “impossibilidade” de atender à orientação , já que a Comissão Processante instalada na Câmara Municipal está investigando "Infração Político-Administrativa" e não "crime de responsabilidade", o que poderia afastar “cautelarmente” o prefeito, porém, não existe a mesma previsão no caso de "Infração Político-Administrativa".
O presidente acrescentou ainda que o fato de que o mandatário, considerando que o art. 65 da Lei Orgânica Municipal, pode se ausentar das funções de prefeito por até 15 dias sem a necessidade de apresentar motivação e esse prazo ainda não passou e só após o prazo as medidas para empossar a vice seriam tomadas.

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