Câmara confirma que exigiu retirada de jornalista, mas nega que medida tenha sido "expulsão"
A presença do jornalista neste local, segundo a Câmara, "poderia comprometer a privacidade das tratativas" que estavam em andamento

A Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia emitiu uma nota oficial para negar "veementemente" a alegação de expulsão ou qualquer tipo de constrangimento deliberado ao jornalista Ronaldo Coelho, fato que, supostamente, teria acontecido no quarto andar da Casa de Leis, na manhã desta quinta-feira (15), com envolvimento de assessores do presidente, Gilsão Meu Povo (MDB).
De acordo com o comunicado da Diretoria de Comunicação da Câmara, o episódio não passou de um "mal-entendido" em relação às informações divulgadas. A nota esclarece que, na ocasião, o jornalista Ronaldo Coelho se encontrava em um espaço contíguo a uma sala onde estava sendo realizada uma reunião de "caráter reservado".
A presença do jornalista neste local, segundo a Câmara, "poderia comprometer a privacidade das tratativas" que estavam em andamento. Diante dessa situação, servidores da Casa solicitaram que o profissional aguardasse na recepção.
A Câmara ressalta que na recepção já se encontravam outros jornalistas, também aguardando o término do encontro.
A medida adotada, conforme a nota, teve como "único objetivo preservar o bom andamento e a confidencialidade da reunião", e não houve, em momento algum, a intenção de "cercear o trabalho da imprensa".
A Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia finaliza a nota reiterando seu compromisso com o diálogo e o livre exercício da atividade jornalística, colocando-se à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais sobre o ocorrido.
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Confira a nota da Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia na íntegra:
"A Diretoria de Comunicação da Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia esclarece que houve um mal-entendido em relação às informações veiculadas pelo site Goiás 365, na matéria intitulada “Urgente: assessoria de Gilsão expulsa jornalista do quarto andar da Câmara”.
É importante ressaltar que, em nenhum momento, houve qualquer tipo de expulsão ou constrangimento deliberado ao profissional de imprensa.
Na ocasião, o jornalista se encontrava em um espaço contíguo ao local onde era realizada uma reunião de caráter reservado, o que poderia comprometer a privacidade das tratativas. Por essa razão, servidores da Casa solicitaram que ele aguardasse na recepção, onde já havia outros jornalistas também esperando, até o encerramento do encontro. A medida teve como único objetivo preservar o bom andamento e a confidencialidade da reunião, sem qualquer intenção de cercear o trabalho da imprensa.
A Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia reitera seu compromisso com o diálogo e o livre exercício da atividade jornalística, e permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais."

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