Caiado vê candidatura de Flávio Bolsonaro enfraquecida após recuo do PP; veja video
A declaração foi dada após o Partido Progressistas (PP) decidir adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial.

Em agenda realizada na manhã desta sexta-feira (31), em Belo Horizonte (MG), o candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o adversário Flávio Bolsonaro (PL) ainda não conseguiu consolidar uma chapa para disputar as eleições porque, segundo ele, não conseguiu empolgar o eleitorado.
A declaração foi dada após o Partido Progressistas (PP) decidir adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial, inviabilizando a participação da senadora Tereza Cristina (PP-MS) como candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.
"Então se não consegue montar uma chapa é porque realmente não conseguiram mostrar algo que pudesse animar o eleitor e acreditar nele no segundo turno", afirmou Caiado.
O governador de Goiás também disse que o cenário eleitoral deve ser analisado sob a perspectiva de quem reúne condições de avançar ao segundo turno. "Acho que a análise tem que ser vista quem vai ganhar e passar para o segundo turno", acrescentou.
PP recua e frustra planos de Flávio
Na quinta-feira (30), Tereza Cristina havia sinalizado positivamente para integrar a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro. No entanto, após uma série de reuniões conduzidas pelo presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), a legenda decidiu permanecer neutra nas eleições presidenciais.
A decisão frustrou os planos do candidato do PL, que chegou a anunciar publicamente o aceite da senadora antes da definição oficial do partido.
Com o impasse, cresce nos bastidores a possibilidade de Flávio Bolsonaro disputar a Presidência em uma chapa formada exclusivamente por integrantes do PL, conhecida no meio político como chapa "puro-sangue".
Críticas à polarização
Durante a entrevista, Caiado também criticou o ambiente de polarização entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, os dois candidatos concentram esforços em disputas políticas entre si e deixam em segundo plano os debates sobre os principais problemas enfrentados pela população.
"Agora o que você tem são dois candidatos que vivem essa briga entre eles, sem brigar pelo interesse da população, que é melhoria de resultado, de qualidade de vida. E ao mesmo tempo um com o outro naquela brincadeira de esconde-esconde, ninguém quer ir para o debate, ninguém quer ir para a discussão", declarou.
As declarações foram dadas em meio às articulações das chapas para a eleição presidencial, enquanto partidos seguem negociando alianças e definições para a composição das candidaturas.

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