Caiado sente pressão e demite superintendente do Centro Regulador convocada pela CPI da Saúde
Junto com a servidora “caíram” a Gerente de Atenção Secundária e o Diretor Técnico de Unidade de Saúde

A Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a Saúde de Goiás, “CPI da Saúde”, instaurada nessa quarta-feira (08), pela Assembleia Legislativa (Alego), com relatoria do deputado estadual Humberto Teófilo (Patriota), que já prometeu “incomodar” o Executivo, parece estar deixando o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) “contra parede” e até mesmo “desesperado”, segundo palavras do deputado.
Isso é o que demonstra o governador após exonerar a superintendente do Centro Regulador em Saúde, Neusilma Rodrigues, que foi convocada para prestar depoimento à CPI na próxima terça-feira (14).
A demissão “sem explicação” da servidora, um dia após a instauração da CPI e convocação para depoimento, causa "estranheza" e levanta suspeitas de que "algo pode estar acontecendo", uma vez que junto dela foram exonerados Gerente de Atenção Secundária e o Diretor Técnico de Unidade de Saúde.
Neuslima é enfermeira e tomou posse do cargo de superintendente de Complexo Regulador em Saúde de Goiás, mediante decreto assinado pelo próprio governador Ronaldo Caiado, no dia 4 de setembro de 2019.
Foram convocados ainda pelo relator a Gerente de Regulação de Urgência e Emergências, Ednalva Rodrigues Batista Gonçalves, a Gerente de Regulação de Internações, Juliana Rodrigues Marcílio, a Gerente de Regulação de Cirurgias Eletivas, Carita Cristina Margarida Figueiredo de Castro, Gerente da Central Estadual de Medicação de Alto Custo, Juarez Barbosa Roney Pereira Pinto.
Quem assume o cargo agora e se torna o novo superintendente do Complexo Regulador é Lucas Nogueira Taveira, oriundo da mesma Organização Social (OS) que gerencia o complexo regulador (IGPR) da Saúde de Goiás.
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Durante a instauração da CPI, o deputado Humberto Teófilo apontou a requisição de documentos para que a comissão possa entender o funcionamento das unidades de saúde nos últimos seis meses. Os deputados querem saber a quantidade de pacientes no período, a quantidade de mortes ocorridas nas dependências da unidade, porém, especificando a quantidade de pacientes que faleceram à espera de atendimento e ou transferência, quantidade de profissionais que prestam serviço na unidade de acordo com a função desempenhada e escalas de serviço.
Foram solicitados ainda documentação para verificação do “controle político-administrativo, além do controle financeiro orçamentário” em relação a essas unidades.
As unidades de saúde investigadas são: Central Estadual de Reabilitação Doutor Henrique Santillo, Hospital Estadual da Criança e do Adolescente, Hospital Estadual de Trindade, Hospital Estadual Geral De Goiânia Dr. Alberto Rassi, Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz e Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira.
As unidades de saúde têm prazo de 10 dias para apresentar a documentação solicitada.

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