Caiado responde ao STF sobre erro no lançamento de dados e culpa falhas no sistema do Ministério da Saúde
O Estado confirmou erro em lançamento de dados, mas apontou as datas que o Ministério liberou a edição nos sistemas e a instabilidade das ferramentas para justificar que ainda está em fase de correção.

O Governo de Goiás confirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o Estado errou no lançamento de registros da vacinação contra a covid-19 na base de dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o que teria resultado na inconsistência de informações denunciada pela Advocacia-Geral da União (AGU) nesta semana. No entanto, pontuou as falhas do sistema do Ministério da Saúde pela demora na retificação dos lançamentos.
Segundo a denúncia, levada ao STF, Goiás teria aplicado mais de 18,2 mil doses de vacinas de forma equivocada. Segundo tabela extraída da Rede Nacional de Dados da Saúde e que consta na manifestação da AGU, o Estado teria aplicado, entre os imunizantes da Astreazêneca, Coronavac, Pfizer e Janssen, 27 doses de vacina, em crianças de 0 a 4 anos; 310 na faixa-etária de 5 a 11 anos; 17.934 em adolescentes de 12 a 17 anos.
Com suporte da Secretaria Estadual de Saúde (SES), ofício assinado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) e pela procuradora-geral do Estado, Juliana Pereira Diniz prudente, encaminhado ao ministro Ricardo Lewandowski, pontuaram as datas que o Ministério da Saúde passaram a liberar ferramentas de edição e correção de dados no sistema do governo, a instabilidade no sistema e o período de “erros” e recuperação das informações após ataque hacher às plataformas da Saúde.
Conforme relatório da SES, o monitoramento dos dados de registro de doses aplicadas é de responsabilidade das três esferas (Federal, Estadual e Municipal) e que Goiás Na oportunidade, tem realizado criteriosamente a avaliação das informações registradas no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI), e quando identificados erros de registro, esses são sinalizados para que os Municípios façam as correções oportunamente.
Explicou que o Estado recebe diariamente os dados do Ministério da Saúde via Applications Protocol Interface (API), possibilitando a análise e atualização dos dados referente à cobertura vacinal da população alvo no Estado. Porém, essas informações não foram enviadas desde dezembro após o ataque dos hackers, retomando o envio diário somente em 19 de janeiro de 2022.
A Pasta ressaltou que, mesmo com o monitoramento assíduo, não foi possível oportunamente que os municípios realizassem as correções necessárias, uma vez que o Ministério da Saúde (MS) permitiu a liberação da funcionalidade de edição e exclusão de dados de vacinação contra a Covid-19 no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI) a partir de junho de 2021, quando desde então foi reforçada a importância de correão de dados lançados com erros já identificados.
Outro ponto destacado pela secretária é o fato de o Ministério da Saúde ter permitido as correções das informações registradas equivocadamente no Sistema de Informação da Atenção Básica (e-SUS AB) em novembro de 2021, por isso os municípios ainda não finalizaram as correções, além de as ferramentas disponibilizadas para avaliação e correção de dados estão constantemente instáveis, dificultando realizar os processos citados.
“Em relação aos erros de imunização, expomos que todos os municípios do Estado de Goiás estão orientados quanto à importância de notificar oportunamente os erros de imunização no e - SUS Notifica. As notificações encaminhadas à Gerência de Imunização/SUVISA/SES são analisadas, e caso necessário, compartilhadas com o Ministério da Saúde. Os pareceres técnicos são enviados aos municípios com as devidas condutas a serem adotadas”, diz outro trecho da resposta.
Por fim, a SES informou que a Gerência de Imunização, após o recebimento oficial do Ministério da Saúde das informações de doses aplicadas via API na data de 19 de janeiro de 2022, contactou as 18 Regionais de Saúde solicitando a avaliação, notificação de erros de imunização e correção dos registros de vacinação dos municípios de sua jurisdição, na faixa etária menor de 18 anos.

Única senadora eleita por Goiás, Lúcia Vânia declara apoio à Gracinha Caiado; assista
Ex-senadora ressalta trajetória de Gracinha e afirma que a candidatura representa uma oportunidade para o Estado e para os goianos

Kitão quer levar debate sobre cannabis para Alego e uso da fibra na medicina
Candidato a deputado estadual, vereador quer usar experiência acumulada em Goiânia para levar discussão à Assembleia e ampliar políticas relacionadas à cannabis medicinal em Goiás












