"Caiado já era anti-petista em 1989", diz jornalista da Band
Âncora analisa pré-candidatura do governador e diz que ele não é "terceira via", mas uma alternativa real

A pré-candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) ao Palácio do Planalto ganhou uma análise do jornalista Eduardo Oinegue, âncora do Jornal da Band. Segundo o comentarista, o governador de Goiás carrega um DNA anti-petista histórico, que remonta à eleição de 1989, muito antes de o PT chegar ao poder federal.
Para Oinegue, rotular Caiado como "terceira via" (o caminho do centro) é um erro de leitura. O governador representa, na verdade, uma segunda candidatura de direita. O desafio de Caiado, segundo o âncora, é converter seu histórico coerente e sua gestão em Goiás em intenções de voto que o levem ao segundo turno.
A análise aponta que o crescimento de Caiado nas pesquisas nacionais não viria de eleitores de centro ou de esquerda, mas sim de uma migração interna na própria direita. Ou seja: para Caiado subir, outros nomes do mesmo espectro político teriam que cair. Isso reforçaria a polarização do país, em vez de suavizá-la, colocando o governador como uma alternativa direta aos nomes já consolidados desse campo.
O ponto de interrogação deixado por Oinegue é se o eleitor brasileiro, fora de Goiás, conseguirá enxergar Caiado como essa alternativa viável. A trajetória do governador é vista como coerente dentro da lógica polarizada, mas a competitividade eleitoral dependerá da sua capacidade de se apresentar como o nome mais preparado para enfrentar o petismo em 2026.

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