Caiado explica que combustíveis essenciais não serão taxados e defende tributação da gasolina
A volta da tributação é discutida pelo Governo Federal, já que o prazo da Medida Provisória que prorrogava por dois meses a desoneração do imposto termina nesta terça (28).

O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) defendeu, na manhã dessa terça-feira (28), a volta da tributação da gasolina, uma vez que o prazo da Medida Provisória, que prorrogou por dois meses a desoneração dos impostos federais, terminou. A partir desta quarta-feira (1°), o preço da gasolina aumenta R$ 0,47 por litro e o etanol R$ 0,02, por outro lado, a Petrobras anunciou redução no valor de 3,92%, além de 1,95% para o diesel.
A volta dessa arrecadação pode servir como fonte de ressarcimento às perdas dos Estados com a redução do ICMS.
O que se tem, até o momento, é que gasolina e etanol terão alíquotas diferentes, já que estaria sendo considerado cobranças maiores sobre combustíveis fósseis e mais leves sobre biocombustíveis.
Outro ponto em discussão e uma forma de taxação dissolvida dentro da cadeia de produção.
Caiado explicou que “combustíveis” tidos como essenciais, como diesel e gás de cozinha, além de outras variações de gás, não serão taxados, mas que a gasolina não pode ser enquadrada como essencial e por isso a discussão sobre a volta da cobrança do ICMS.
O governador ressaltou que o imposto estadual é a única forma de arrecadação do Executivo goiano e que se retirado não terá como cumprir com a previsão orçamentária.
Caiado acrescentou que se o Governo Federal quiser incluir a gasolina como essencial terá que apontar outra forma de ressarcimento decorrente das perdas devido à redução do Imposto de Circulação sobre Mercadorias e Serviços (ICMS), aplicada pelo então Governo Jair Bolsonaro (PL) durante o período eleitoral do ano passado.
“Não é de forma genérica como foi colocado. Existe uma discussão que todos entendem que o diesel, o álcool, quanto o gás de cozinha e as demais variações não serão tributadas, agora gasolina não pode ser incluída como essencial. Quem faz o transporte coletivo? Mobilização de carga? Quem ao mesmo tempo impacta o custo de produção? Não é a gasolina, é exatamente o diesel. O diesel e o gás estarão 100% reconhecidos por nós como essenciais. Agora, se quisermos incluir também a gasolina, o Governo Federal vai ter que explicar qual será a outra fonte que seremos ressarcidos. O Governo só tem essa fonte, não tem outra fonte de arrecadação, só o ICMS, se nos tira essa condição de arrecadação, como iremos cumprir a previsão orçamentária”.

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