Caiado diz que Moro desrespeitou acordo para se filiar ao União Brasil e é desmentido por Bivar
Presidente nacional da sigla declarou que quem se filia à sigla não tem exigência nenhuma para se filiar, desde que respeite o estado democrático de direito.

O governador Ronaldo Caiado, um dos caciques do União Brasil, disse que o ex-juiz Sérgio Moro agiu de forma desrespeitosa ao descumprir um acordo com o partido.
Caiado está entre as lideranças da sigla que não querem que Moro seja candidato à presidência da República.
Em entrevista ao jornalista Gerson Camarotti, da TV Globo, Caiado destacou que o União Brasil aceitou a filiação do ex-juiz com a condição clara de que não seria candidato à Presidência e, sim, a qualquer outro mandato no Legislativo por São Paulo, ou seja, deputado federal ou senador.
Porém, a sigla foi surpreendida na última sexta-feira (1º) com a declaração do próprio Moro de que não desistiu de nada.
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“Foi acordado com Bivar [Luciano Bivar, presidente do União Brasil] que Moro viria desde que não fosse candidato à presidência. Tanto é que ele mudou o domicílio eleitoral para São Paulo. Depois do acordo, ele faz um comunicado e descumpre o que foi acordado com o partido, de uma forma desrespeitosa, sem nenhuma liturgia partidária, a um dia do fim da janela, causando turbulência e a falta de estruturação das chapas de deputados pelos estados”, afirmou o governador.
Agora, o secretário-geral do União Brasil, ACM Neto colhe assinaturas de outros seis integrantes do partido com objetivo de impugnar a filiação do ex-juiz da Lava Jato.
Pelo menos oito dos 17 integrantes da Comissão Executiva Nacional Instituidora do partido, criado a partir da fusão de DEM e PSL, vão assinar o documento.
O fato é que, para barrar a integração de Sérgio Moro no partido, Caiado e ACM precisam de pelo menos 10 assinaturas, o que não deve ocorrer, pois Bivar já saiu em defesa do novo filiado.
O presidente do partido tem apoio de nove líderes, o que provocou um racha na sigla.
“Quem se filia não tem exigência nenhuma para se filiar, desde que respeite o estado democrático de direito. Nosso partido é uma comunhão de ideias, não vamos cercear nada e ninguém. O resto é conversa. Tudo o que eu ouvi Moro dizer é que ele está no partido como soldado, que está disposto a se despir de tudo para unificar uma via, para ter confluência de candidatura única. Quer magnanimidade maior do que essa? Todos têm que ser assim, Simone Tebet, João Dória… Ou queremos a polarização?”, questiona o presidente da legenda.

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