Caiado detona “populismo” do 6x1 e propõe que brasileiro defina quantas horas quer trabalhar
Segundo o pré-candidato à presidênica, essa é uma prática comum em grande parte do mundo e permite que o cidadão decida como quer usar o seu tempo.

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu que o Brasil deveria adotar o modelo de remuneração por hora trabalhada em vez de apenas discutir a mudança de dias na semana. Em entrevista à CNN Brasil, o político comentou o debate sobre o fim da escala 6x1 (onde se trabalha seis dias para um de folga) e criticou a forma como o tema está sendo conduzido pelo Governo Lula (PT) no Congresso Nacional. Vídeo no final da reportagem
Para Caiado, o modelo de pagamento por hora daria mais liberdade ao trabalhador. Ele explicou que, nesse sistema, a pessoa poderia escolher se quer trabalhar mais dias para ganhar mais ou se prefere trabalhar apenas três dias e folgar quatro, por exemplo.
Segundo o ex-governador, essa é uma prática comum em grande parte do mundo e permite que o cidadão decida como quer usar o seu tempo.
Durante a entrevista, Caiado foi direto ao dizer que o debate atual no Congresso está "viciado". Segundo ele, da forma como a proposta foi apresentada — prometendo menos dias de trabalho sem redução de salário —, dificilmente algum deputado ou senador terá coragem de votar contra, temendo a reação popular.
O pré-candidato do PSD comparou a situação com a promessa de isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. "Qual é o deputado que vai votar contra?", questionou.
Questionado se essa defesa do trabalho por hora faria parte de uma nova reforma trabalhista em seu plano de governo, Ronaldo Caiado foi cauteloso. Ele afirmou que falar em "reforma" costuma travar o Congresso em burocracias, comissões e brigas políticas que não levam a lugar nenhum.
"Eu que vivi o Congresso todo, quando você não quer nada, você fala: 'vou fazer uma reforma'. Aí começa aquele tumulto", afirmou o governador.
A intenção dele seria apresentar o modelo de hora trabalhada como uma alternativa objetiva, e não necessariamente como uma reestruturação total das leis atuais.
Ataque a Lula
Caiado aproveitou o espaço para criticar a gestão do PT. Segundo o goiano, o Governo Federal passou quase três anos focado em discussões sobre os atos de 8 de janeiro e, agora, no final do mandato, tenta lançar pautas populares como o fim da escala 6x1 e mudanças no Imposto de Renda para recuperar fôlego político. Para o pré-candidato, o país precisa de objetividade e modelos que aumentem a competitividade, e não apenas de medidas enviadas na "última hora".

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