Caiado detona Iphan: "Só sabe atrapalhar e não ajuda em nada"
Nos bastidores, há especulações de que a gestão atual do Iphan em Goiás possa refletir interesses políticos do ex-governador Marconi Perillo.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), tem questionado a atuação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no estado, sob gestão de Gilvane Felipe (Cidadania). Entre os principais pontos de crítica estão a paralisação das obras do novo Cavalhódromo de Pirenópolis, o abandono da Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, na Cidade de Goiás, e autorizações de construções que no patrimônio Art Déco no centro de Goiânia.
Durante visita à Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, Caiado criticou a situação do prédio tombado, que ameaça desabar e abriga mais de 900 peças históricas, incluindo obras de José Joaquim da Veiga Valle, o “Aleijadinho goiano”. O governador afirmou que “o Iphan é um órgão que só sabe atrapalhar e não ajuda em nada. É impressionante. Eles atrapalham aqui, o Estado não pode fazer nada. A praça toda está recuperada, apenas a igreja está completamente abandonada”.
O governador também criticou a flexibilização estética em obras do patrimônio Art Déco, como as estações do BRT na Praça Cívica e na Avenida Goiás, comparando-as a “gaiolas”: “Eu não sei onde é que está esse compromisso (do Iphan), com aquelas gaiolas que foram construídas na Praça Cívica, que é, por certo, o único e o maior monumento que nós temos no estado”.
Além disso, Caiado defende avanços no Cavalhódromo de Pirenópolis, interditado em 2023 por risco de desabamento. O projeto do novo espaço foi impedido pelo Iphan, que alega questões técnicas e falta de consenso com a comunidade detentora do imóvel. O governador aponta que a paralisação prejudica a preservação cultural e a realização das tradicionais Cavalhadas.
O Iphan, por sua vez, esclarece que a Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte está sob gestão compartilhada com a Diocese de Goiás e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), e que notificou os responsáveis sobre a necessidade de manutenção. Sobre o Cavalhódromo, o órgão afirma que o impasse decorre de divergências técnicas com a comunidade local, e não de obstrução política.
Nos bastidores, há especulações de que a gestão atual do Iphan em Goiás possa refletir interesses políticos do ex-governador Marconi Perillo, segundo fontes próximas ao governo estadual.

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