Caiado desconsidera palavra de ministro e descarta troca de partido para eleições de 26
A declaração veio em resposta a comentários do ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), que sugeriu que o partido deve seguir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima eleição.

Governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) expressou confiança de que seu partido lançará candidatura própria nas eleições presidenciais de 2026. Ele reiterou sua posição durante coletiva de imprensa na sexta-feira (24), descartando a necessidade de trocar de partido para viabilizar a possível candidatura ao Palácio do Planalto.
A declaração veio em resposta a comentários feitos pelo ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), que sugeriu que o partido deve seguir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima eleição. Caiado já havia afirmado anteriormente que as palavras de Sabino não o afetavam.
Quando questionado se considerava mudar de partido caso o União Brasil optasse por apoiar o PT, Caiado foi enfático:
“De maneira alguma. Até porque, modéstia à parte, eu tenho uma experiência partidária bem longa. Tenho uma vida partidária e jamais tive de sair do partido”, afirmou.
Caiado ressaltou que, desde o início de sua carreira parlamentar, sempre conseguiu atingir seus objetivos políticos.
“Eu tenho coerência com os partidos que estive, desde a minha fase de deputado federal. No PFL, Democratas, União Brasil. Nunca precisei sair do meu partido para poder atingir meus objetivos.”
Apesar do desejo expresso pelo ministro Sabino, Caiado indicou que o União Brasil não deverá apoiar Lula.
“Entendo a fala dele, enquanto ele é ministro. Entendo que, às vezes, a pessoa tem dentro do seu estado, uma tendência por parte do governo local maior para fazer uma participação junto ao governo federal”, pontuou.
Ele ainda reforçou que a bancada de deputados e senadores do União Brasil tem votos em outro campo ideológico.
“Se você buscar o perfil do União Brasil verá que 90% dos deputados e dos senadores não disputam voto do eleitorado petista e sim do nosso eleitorado. Então, é lógico que o partido, por ser o terceiro maior do País, não vai ser caudatário de nenhum outro partido”, finalizou Caiado.

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