Caiado defende "respaldo" para que polícias possam "resolver problemas"
Durante encontro promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), governador ressalta a importância da integração entre as polícias e da autonomia dos estados

O governador Ronaldo Caiado (UB) destacou, nesta segunda-feira (27), no Rio de Janeiro, a importância do respaldo institucional aos policiais como condição fundamental para o enfrentamento do crime organizado e a preservação da autoridade do Estado, durante participação no evento “Diálogos sobre Segurança Pública 2025”. Realizado na sede da Fundação Getulio Vargas (FGV), o encontro reuniu gestores e especialistas para debater os desafios e soluções para um futuro mais seguro.
“O Estado existe para dar paz às pessoas. Se o governador não assume sua responsabilidade e não comanda suas forças, tudo recai sobre o policial — e o sistema se desestrutura”, afirmou Caiado. Ele ressaltou que a figura do chefe do Executivo deve exercer, de fato, o papel de comandante-chefe das forças policiais, garantindo segurança jurídica e moral para que os agentes cumpram seu dever com firmeza e dentro da legalidade.
O governador goiano enfatizou que sua gestão sempre ofereceu estrutura às forças de segurança e condições de trabalho.
“Se hoje Goiás está em primeiro lugar na educação, na transparência, na interiorização da saúde e com maior grau de crescimento, é porque a segurança pública foi implantada desde o primeiro dia em que assumi”, defendeu. “No momento em que o policial se sente respaldado pela autoridade, ele soluciona os problemas”, garantiu.
O diretor de Segurança Pública e Corporativa da FGV, Márcio Colmerauer, endossou a preocupação com o fortalecimento das forças de segurança. Segundo ele, o país enfrenta “uma nova realidade criminosa”, marcada pela atuação global de facções e pela necessidade de maior proteção institucional aos policiais.
“É essencial dar às forças de segurança o respaldo necessário para agir. Sem isso, o crime avança e o Estado recua”, afirmou.
Durante o evento, Caiado reforçou que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que tramita no Congresso Nacional, retira poderes dos entes federados, e citou a Constituição de 1988, que determina aos governos estaduais a definição das diretrizes da segurança pública.
“Essa é a realidade. É usurpar uma prerrogativa que a Constituição nos deu. Não há por que retirar agora”, frisou.
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O chefe do Executivo goiano propôs o fortalecimento das estruturas policiais, a integração entre as corporações — Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Federal e Rodoviária Federal — e a flexibilidade legal para ações estaduais, de forma a permitir respostas mais rápidas a situações de crise. Caiado ainda defendeu um combate intenso às facções criminosas, ao citar a presença dessas organizações no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Rio Grande do Norte, no Ceará e na região da Amazônia.
“Estamos caminhando para um narco-Estado, onde o poderio financeiro das facções está invadindo a economia formal do Brasil”, concluiu.

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