Caiado defende nova composição na gestão do transporte coletivo e destaca: "Deve-se ter gratidão"; veja vídeo
Após Mabel ameaçar judicializar o caso, governador defende que quem investe mais deve ter mais poder no conselho e lembra que o Estado aplica R$ 500 milhões por ano

Após o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), ameaçar ir à Justiça contra as mudanças na gestão do transporte coletivo (CDTC e CMTC), o governador Ronaldo Caiado (UB) defendeu, durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (09), a nova composição dos órgãos, que amplia o poder do Estado, e sugeriu que falta gratidão por parte da prefeitura da capital.
Caiado justificou que a mudança na composição dos conselhos é uma questão de proporcionalidade financeira. Segundo o governador, como o Estado de Goiás assumiu a maior fatia dos custos para manter o subsídio da passagem e a renovação da frota, é natural que tenha maior peso nas decisões.
"Quem investe mais tem mais membros no conselho. Estamos com metas a serem atingidas e temos proporcionalmente uma fatia maior nas decisões", explicou o governador, detalhando que o Estado investe mais de meio bilhão de reais por ano no sistema.
"Deveria haver gratidão", diz Caiado
Ao ser questionado sobre a intenção de Mabel de judicializar a questão, Caiado foi enfático ao dizer que o Estado está fazendo um esforço inédito no país para salvar o transporte metropolitano.
"O Estado poderia dizer que isso é problema dos municípios. O que se tem que ter neste momento é gratidão. Goiás é o único que investe mais de meio bilhão por ano para atender a região metropolitana e a capital. Não entendo onde tem essa discórdia", rebateu.
O governador evitou comentar o desejo pessoal de Mabel de ir à Justiça, mas deixou claro que não pretende recuar na sanção do projeto.

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